sexta-feira, 28 de abril de 2017

Segunda temporada de Kamen Rider Amazons é mais sanguinolento e deixa Heisei Riders no bolso

Amazon Neo

Antes de qualquer coisa, o texto não é nenhum comparativo com os Riders das manhãs de domingo da TV Asahi, principalmente com Kamen Rider Ex-Aid (este está indo bem, apesar dos pesares). É que Kamen Rider Amazons voltou mais violento e mais sanguinolento do que em sua primeira temporada.

Depois de ver os primeiros três episódios, a impressão que fica é que Amazons cumpriu a tarefa que os Heisei Kamen Riders não conseguiram fazer em 17 anos. O enredo está mais violento. Bem mais do que isso, a história está mais adulta (no bom sentido, é lógico) e digna de filme de terror. Tipo daquelas pra você assistir tarde da noite. Imagine aí você ver monstros mantando gente adoidado. É pouco? E canibalismo a mais de oito mil e até olho servido como comida e tripas jogadas ao chão? Tem isso também. Isso é apenas uma consequência do desenrolar da história.

No começo da década passada as séries Kamen Rider tinham uma pegada mais séria e com muita violência. Porém com um certo limite, devido ao horário. Com Kamen Rider Amazons a coisa foi maximizada, principalmente agora na nova temporada. Superando de vez a qualidade da fase iniciada por Kamen Rider Kugga, em 2000.

Por ser uma web série (da Amazon Prime japonesa), o limite de duração e a flexibilização dos elementos são maiores do que estávamos acostumados até pouco tempo. A liberdade do espectador assistir a hora que quiser também conta ao invés de esperar pelo mesmo Bat-horário e no mesmo Bat-canal. Isso também favorece para que a série tenha mais liberdade.

Até agora, o foco da atual temporada (que deve ser a última, se prestar atenção no alfabeto dos episódios) está no novo Rider, o Amazon Neo. Seu alter-ego é Chihiro (interpretado por You Maejima). Aliás, alguns elementos deste Amazon lembram designs dos primeiros Heisei Riders como o cinto e o visor, por exemplo. Bem mais sofisticado que os Amazons anteriores. Por outro lado, dentre os heróis principais apenas Haruka/Omega voltou, além de outros personagens da temporada passada. Por enquanto a história está em introdução. Ainda tem muito água pra jorrar. Ou melhor, muito sangue.

Assista Kamen Rider Amazons se você tiver mesmo nervos de aço e for maior de 15-16 anos. Na dúvida, tire as crianças da sala.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Fox retira suas séries do catálogo da Netflix

24 Horas até julho no canal de streaming

Não é novidade pra ninguém (exceto para os desavisados de plantão) que toda produção dos mais variados estúdios ficam no ar na Netflix por um período determinado mediante aos respectivos contratos. O que não impede de ser renovado antes ou depois da data de expiração.

Esta saída é mais significativa. A Fox deverá retirar em 1 de julho todas as temporadas das séries 24 Horas, Prison Break, How I Met Your Mother, American Horror Story, Bones, Glee e Sons of Anarchy do catálogo do canal de streaming. O motivo pode estar ligado à uma possível exclusividade dos títulos ao Fox Play, para as TVs por assinatura. Porém, nada confirmado até o fechamento deste post.

Como proveito dos próximos dois meses que restam, a Netflix lançou um vídeo para a última maratona. Veja: 

Tokusatsu TV está de volta

O Fantástico Jaspion

Após uma falha nos tramites da Toei, o canal Tokusatsu TV está do volta ao YouTube, após ficar fora do ar desde o dia 30 de março. O canal oficial da Sato Company foi lançado originalmente em fevereiro deste ano com a proposta de lançar gratuitamente e de forma legalizada as séries National Kid, Jaspion, Changeman, Flashman, Jiraiya e Jiban. Uma vez que estas não foram agregadas à Netflix devido à burocracia.

O Tokusatsu TV retornou nesta quinta (27) e as séries devem voltar com mais episódios semanais em breve.

Acesse o Tokusatsu TV aqui.

Veja também:

- Guia dos 50 títulos tokusatsu via streaming no Brasil

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Cavaleiros e Dragon Ball pela manhã e sem cortes é um erro fatal da Rede Brasil


Recentemente foi confirmado que Os Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball Z finalmente vão ganhar horário alternativo na Rede Brasil a partir de maio. Será pela manhã (na faixa das 10h) e sem cortes.

Com essa decisão, o canal comete dois erros seguidos. Os tempos mudaram e as coisas não são mais como era na Manchete. Hoje está tudo tão politicamente correto que uma exibição matinal de duas séries violentas é um convite a um tiro no pé e a uma possível mudança de horário. E ainda mais por não ter cortes.

É até compreensível a tara das emissoras brasileiras por passar animes pela manhã, pela ideia de que tudo é "pra criança". Mas realmente não dá. Melhor mesmo é manter o horário oficial (este não vai mudar por enquanto) e implantar um horário alternativo na faixa das 23h ou das 24h. É mais sensato, considerando que o público alvo tem mais de 20-30 anos.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Pela primeira vez em Kamen Rider Ex-Aid, Poppy Pipopapo consegue surpreender

Poppy chora na hora da transformação

Semana passada disse que Lucky e Poppy Pipopapo mereciam se calar pra ver se melhorava alguma coisa em Kyuranger e Kamen Rider Ex-Aid, respectivamente. Finalmente a "palhacinha" conseguiu me agradar sem precisar de nada disso.

Falando sério, Poppy agora se tornou útil para o enredo. Ou se já não era desde algum tempo. É que ela é um Bugster que foi usada como espécie de agente duplo na CR. Porém, ela tinha bons sentimentos guardados e não deseja fazer mal a ninguém. O episódio deste domingo (23) mostrou o conflito sobre sua própria natureza (se do bem ou do mal) e a perseguição dos Riders contra a personagem de video game.

Impossível não se comover. O mínimo que o espectador poderia ter ao ver a cena é torcer por ela. Ruka Matsuda é uma boa atriz e conseguiu dar um outro aspecto à Poppy. Aqueles trejeitos infantis vão demorar pra sumir ou nem vão desaparecer. Mas de uma coisa é certa: Poppy se mostrou uma personagem digna de valor em Kamen Rider Ex-Aid e que pode ser maior do que aquela mera e estranha proposta inicial que conhecemos no segundo semestre do ano passado.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Akira Toriyama quase apela para um elemento da saga do androide Cell

Kaoih escapou desta vez (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

Mais uma reciclagem de Toriyama aconteceu em Dragon Ball Super. No episódio deste sábado aparecem invasores do espaço que ameaçam a ilha onde o Androide 17 cuida dos animais do local. Num determinado momento da batalha, o chefe da nave espacial diz que possui um dispositivo de auto destruição em seu corpo.

Sem alternativa, Goku se teletransporta para o planeta do Senhor Kaioh. A mesma situação aconteceu na saga de Cell. O androide tinha ativado sua autodestruição e, para salvar a Terra, Goku se teletransporta junto com o androide para o planeta de Kaioh. O que levou na morte de todos que estavam naquele exato local e momento de DBZ.

Por sorte, Dende avisa que isso era apenas um blefe do chefe para tentar se safar. Ainda bem, pois desta vez não teria a mesma graça e emoção de antes.

domingo, 23 de abril de 2017

Jerry Adriani era um dos cantores mais carismáticos da Jovem Guarda

Jerry Adriani

A música brasileira ficou mais pobre hoje com a morte de Jerry Adriani na tarde deste domingo (23). Um dos galãs da era da Jovem Guarda. Começou a carreira em 1964 com o disco intitulado Italianíssimo, que, por sinal, tinha músicas em italiano, seguido de Credi a Me, no mesmo ano, que mantinha o mesmo estilo. Foi a partir do ano seguinte que ele despontou cantando músicas em português. Assim veio o lançamento do seu terceiro disco, Um Grande Amor.

Nos anos 60, Jerry também foi apresentador de TV no programa Excelsior a Go Go, da extinta emissora TV Excelsior. Contava com o auxílio de Luiz Aguiar e por lá eram apresentados vários cantores e bandas do movimento musical que estava em ascensão. Passou também pela extinta TV Tupi onde conduzia o programa A Grande Parada, em 1967. Ao seu lado tinha algumas apresentadoras, entre elas Betty Faria e a saudosa Marília Pera.

Jerry também passou pelo cinema brasileiro, protagonizando três filmes. Deu oportunidade a outros artistas. Foi graças a ele que conhecemos Raul Seixas. Jerry o incentivou com a criação da banda Raulzito e os Panteras. Além de participar de algumas canções. Seu talento era praticamente inesgotável. Além de TV e cinema, Jerry trabalhou no teatro. Mantinha trabalhos paralelos na TV, como nas novelas 74.5 Uma Onda no Ar (na extinta Manchete) e Malhação (na Globo).

Mas a música era sua paixão. Jerry voltou a gravar músicas da Jovem Guarda, prestou tributo ao rei do rock com o disco Elvis Vive e depois voltou a cantar música italiana nos anos 90. Algumas canções italianas foram parar em novelas globais como A IndomadaZazá e Terra Nostra. Ainda nesta fase, Jerry gravou música da Legião Urbana em italiano. "Forza Sempre", de 1999, foi um dos seus grandes sucessos desde os tempos dourados.

Por onde passava, Jerry sempre levava alegria e carisma. Todos curtiam e sua presença era contagiante em vários programas de TV. É um sujeito que vai fazer muita falta nos palcos.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Lucky e Poppy Pipopapo só atrapalham e tem mais é que calar as bocas

Poppy Pipopapo/Kamen Rider Poppy

As séries do bloco Super Hero Time, da TV Asahi, são bacanas. De um lado temos Kamen Rider Ex-Aid que provou que é uma boa série, apesar da aparência esdrúxula dos heróis. Do outro temos Kyuranger, um Super Sentai que, embora tenham mais e mais trambolhos gigantes pra vender brinquedos, tem mostrado que tem uma proposta diferente dos demais esquadrões.

Agora cá entre nós: essa dobradinha se sairia melhor ainda se não fosse por Poppy Pipopapo (Kamen Rider Poppy) e Lucky (Shishi Red), das respectivas séries. Os dois tem coisas em comum. São gasguitos, tentam fazer graça sem serem engraçados e só atrapalham as séries. Poppy tem tido momentos "dark" ao se transformar numa Rider, mas não é o suficiente pra deixar o lado "palhaço que mia toda hora". Já Lucky é aquela coisa chata de quase todo Sentai da década passada pra cá tem. De tempos em tempos soltando um "luck" aqui e um "luck" acolá. 

A solução seria calar as bocas dos dois personagens, colocarem esparadrapos ou qualquer coisa pra eles se aquietarem por um tempo. Aguentá-los não é uma tarefa fácil não.


Lucky/Shishi Red

quarta-feira, 19 de abril de 2017

King Kong ganha sua própria série de TV

O King Kong do MonsterVerse

Kong: A Ilha da Caveira ainda está em cartaz em algumas salas de cinema. Quem ficou até o fim, viu a cena pós-créditos que faz ligação com o futuro crossover entre o macaco gigante e Godzilla em 2020. Esta não é a primeira vez que os dois personagens se encontram, considerando encontro das criaturas em 1962.

Enquanto o encontro épico não acontece, as produtoras MarVista Entertainment e IM Global Television anunciam parceria para fazer uma série de TV de King Kong, baseada no recente filme. O live action não terá ligação com a cronologia MonsterVerse (este é o nome dado para o universo dos novos Zilla e Kong do cinema).

A trama do novo Kong: A Ilha da Caveira apresenta uma mulher que lidera um grupo que explorar os mistérios da ilha. Até o momento estão confirmados Jonathan Penner e Stacy Title no roteiro e Dannie Festa na produção executiva.

Mangá do Ultraman tem batalha digna de shonen clássico

O veterano Hayata de volta ao combate

Eu acompanho o mangá ULTRAMAN periodicamente. Atualmente, aqui no Brasil, a publicação está na sua oitava edição pela Editora JBC, enquanto no Japão está na nona. Na terra do sol nascente saem apenas dois volumes por ano. Cerca de seis meses entre um e outro número.

Por aqui o mangá está em sua melhor fase. Recentemente vimos a aparição da versão alternativa de Seiji Hokuto (Ultraman Ace). Esse foi um dos heróis que mais puxou referências às séries clássicas da franquia da Tsuburaya. Além de garantir uma luta emocionante e extremamente violenta, como vistos em clássicos títulos shonen como em Os Cavaleiros do Zodíaco e em Dragon Ball, por exemplo. O roteirista Eiichi Shimizu, em parceria com o desenhista Tomohiro Shimoguchi, consegue conectar uma releitura de Ultraman com vários elementos das séries clássicas. Tudo sai em perfeição, harmonia e o resultado faz com que o leitor roa as unhas e fique ansioso pra saber o que acontece no próximo número.

Há muitas reviravoltas, pistas e revelações surgindo e outras emoções que só quem lê o mangá sabe do que estou falando. Pra se ter uma ideia: Shinjiro, o filho de Hayata, passa a ter mais reconhecimento ao adquirir uma nova técnica. Enquanto isso, o segredo de Dan Moroboshi é revelado. E Hayata volta à ativa com uma armadura protótipo (que na realidade é uma versão aprimorada das armaduras de Shinjiro e Dan). Na capa do volume 8 vemos o Hayata com o tal traje e com uma diferença: um manto que jamais foi usado na história. Afim mesmo de comemorar os 50 anos do gigante prateado, já que o volume saiu no Japão em julho do ano passado.

O volume 9 de ULTRAMAN (estilizado assim mesmo com letras maiúsculas) foi publicado originalmente no final de dezembro passado e deverá chegar ao Brasil entre maio e junho pela Editora JBC. Finalmente podemos ver uma versão alternativa de Kotarou Higashi, o alter-ego de Ultraman Taro, que entra em ação logo mais. O "novo" herói quebra os padrões de vestimenta estabelecidos até o presente ponto. Se seguir a mesma periodicidade, o volume 10 deverá ser publicado no Japão em julho. No Brasil vai demorar um pouco, deixando assim de ser bimestral.

O mangá ULTRAMAN é leitura obrigatória para todo e qualquer fã de tokusatsu. Se você ainda não colecionou, está perdendo tempo e  a oportunidade de testemunhar o início de uma nova era. Não vai se arrepender. Lá também tem bons comentários de Cassius Medauar e no recente volume a participação de Marcelo Del Greco.