segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Férias no blog

Olá, pessoal. Tudo bem com vocês?

Estou em férias por aqui. O Blog Daileon volta a partir do dia 23 de agosto com programação normal e forças renovadas.

Nos vemos no futuro!

Dyuwah! 😎

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Entrevista com Danilo Modolo, do canal TokuDoc

Danilo fala sobre seu primeiro livro (Foto: Divulgação/TokuDoc)

Em agosto será publicado pela Editora Estronho o livro Ultraman, escrito por Danilo Modolo, do canal TokuDoc. O comunicador está há cerca de 3 anos e meio falando sobre tokusatsu, trazendo um excelente conteúdo que aborda o universo dos monstros de borracha. O lançamento vem para agregar informações sobre uma das mais importantes séries do gênero. Uma fonte imprescindível - e obrigatória - para quem quer se aprofundar mais e entender como o tokusatsu é e funciona desde sempre.

Este será o primeiro livro brasileiro inteiramente dedicado ao herói gigante vindo da Nebulosa M-78. Danilo irá contar no livro a história por trás do clássico da TV, desde o surgimento do programa até os bastidores. As obras que surgiram pela influência de Ultraman também estarão presentes. Como exclusividade, o livro terá entrevistas com os dubladores brasileiros da série japonesa. Presentão para os fãs.

Danilo é de Piracicaba, São Paulo, e atualmente mora em Madri, capital da Espanha. De lá ele produz conteúdos voltados exclusivamente sobre tokusatsue carregados de informações, curiosidades, além de derrubar mitos e lendas urbanas. Ele é formado em rádio e televisão e já passou por diversas mídias. Já foi integrante de uma banda espacializada em hits de sucesso dos anos 80. O TokuDoc começou inicialmente como documentário sobre as séries e filmes do gênero. Hoje funciona como uma revista dinâmica sobre tokusatsu.

Danilo é amigo do Blog Daileon há cerca de dois anos e por aqui batemos um papo (com cafezinho e tudo) sobre seu mais novo lançamento e também sobre o seu canal no YouTube.


Ultraman e Alien Baltan na capa do livro
(Foto: Divulgação/Editora Estronho)
Blog Daileon: O que o levou a escrever um livro sobre Ultraman?

Danilo: O destino me deu essa missão totalmente sem querer. A editora que me convidou está colocando no mercado uma coleção com a temática de séries antigas (como Hulk dos anos 70, Perdidos no Espaço, Além da Imaginação). Entre eu e a editora havia um amigo escritor, que soube do TokuDoc e me convidou a escrever, apostando no trabalho, graças aos conteúdos criados pro canal. Foi um desafio e tanto, pois é minha primeira obra impressa e também o primeiro livro brasileiro sobre um herói de tokusatsu.

Blog Daileon: Quais conteúdos iremos encontrar neste lançamento?

Danilo: Me preocupei em escrever para atingir e agradar a todos. É um livro para leigos, fãs e fanáticos. Quem está conhecendo o herói agora, vai gostar. Quem acompanha desde sempre, vai saber algo mais. Quem só viu na época que passou na TV, vai saber mais e se atualizar. Tem desde o guia de episódios, até a relação de cada monstro e as inspirações para criá-los. Entrevista com os envolvidos com a série no Brasil e datas específicas de estréia, incluindo as inéditas e exclusivas ocorridas na TV brasileira, que foi uma das partes mais difíceis e penosas do material. Além do prefácio escrito pelo Alexandre Nagado.

Blog Daileon: Quando foi o seu primeiro contato com a série clássica e quais suas lembranças?

Danilo: Me lembro de ver gigantes contra monstros na extinta TV Pow, no SBT. Mas era tão novo que não aciona uma memória tão afetiva. Mas Ultraman está em todos os cantos. Qualquer produção, de qualquer país, qualquer blockbuster hollywoodiano tem ao menos uma pequena porcentagem de influência de Ultraman e suas maquetes ou fantasias. Muitos tem contato com as influências e referências que ele deixou, mesmo sem saber que vem dali.

Blog Daileon: Além do primeiro Ultraman, quais são suas séries favoritas da franquia Ultra?

Danilo: Seven é maravilhoso e deixou um legado importantíssimo, dentro e fora da franquia. Gosto do Mebius, do Ace, o proprio Orb, que é mais atual e virou "do avesso" o que se espera de uma série Ultra, mesmo mantendo tudo que precisa pra fazer parte da família. Enfim, falar de um é injustiça, eles são gigantes e não cabem dentro de uma simples opinião.

Ultra Seven, um clássico atemporal da Tsuburaya que completa cinco décadas em 2017

Blog Daileon: Cite algum momento marcante de Ultraman e porquê.

Danilo: Mas importante que ser convidado a escrever um livro sobre ele? Conhecer pessoas que gostam também e hoje são meus amigos.

Blog Daileon: Ultraman é considerado um cult do tokusatsu assim como outros títulos como Jaspion, Godzilla, Spectreman, National Kid, Jiraiya, Vingadores do Espaço, Flashman, Kamen Rider Black, Robô Gigante, Metalder, etc. Existe idade ou geração certa para acompanhar bons clássicos como estes?

Danilo: De forma alguma. É livre para todos e o TokuDoc está aí pra provar isso. Há seguidores de 8 e de 80 anos. Há pessoas que conheceram tokusatsu com Ultraman, com Power Rangers, com Jaspion, com o Ultraman Tiga e tem gente chegando por conta das atuais. As portas estão abertas para todos que querem se aproximar. Aliás, a séries de tokusatsu nos ensinam isso, sempre.

Blog Daileon: Em 2016, Ultraman completou 50 anos de sua estreia na TV japonesa e continua atravessando gerações. Pra você, qual a importância do gigante prateado na história do tokusatsu?

Danilo: Toda, igual já comentei nas respostas anteriores. A influência é tamanha que perdura a tanto tempo que são pouquíssimas as séries que ainda se mantém na ativa depois de décadas e atravessando gerações, se reinventando e reaprendendo consigo mesma. Cito dois exemplos claros: Jaspion e Changeman são cultuados no Brasil como "as melhores series", mas sem Ultraman e Ultra Seven elas não seriam metade do que são pela quantidade de referências e inspirações que há na criação.

Blog Daileon: Baltan ou Zetton? Qual destes vilões da série clássica você mais curte?

Danilo: Tenho que escolher algum do mal? Fico com Pigmon que é feio, mas poderia ser criado como um membro da família. Ahahahaha!

Blog Daileon: Nestes 3 anos, o TokuDoc se tornou uma referência tanto pra quem curte clássicos quanto para quem acompanha novas/recentes produções do tokusatsu. O que se deve o sucesso do canal até hoje?

Danilo: Além do diferencial pela abordagem, creio que o fator sinceridade ajuda. Faço porque gosto de fazer e falar sobre o assunto. E claro, o pessoal que segue passa um feedback positivo e me guia no melhor caminho. O TokuDoc não foi criado para fama própria, mas sim valorizar o tema no Brasil e elevar outra vez ao "mainstream", aproveitando a força da internet. O tokusatsu há 30 anos esta(va) guardado como peça de museu. Então, o foco, antes de tudo, é provar que o tokusatsu tem força e pode ser sempre valorizado.

Blog Daileon: Ultraman Geed, a mais nova série da franquia Ultra, estreou recentemente. Quais são suas expectativas para o semanal?

Danilo: Geed chegou com uma carga dramática e uma responsabilidade enorme antes mesmo de começar. A Tsuburaya está sabendo reinventar a franquia de uma forma assustadoramente positiva. A expectativa está a melhor possível.

Blog Daileon: Danilo, muito obrigado pela entrevista. Deixe uma mensagem para os leitores.

Danilo: O obrigado eu é quem deixo, pelo convite e pelo apoio de quem está lendo e acompanha o TokuDoc. Tudo que aconteceu até agora é porque o pessoal que gosta do tema apoia de alguma forma. Espero que também apoiem o livro, pra mostrar que o tokusatsu no Brasil não se resume apenas a nostalgia, mas que tem espaço independente da mídia usada.

O livro Ultraman, de Danilo Modolo, estará a venda em breve. Mais informações na página do site da Editora Estronho. Danilo estará em agosto aqui no Brasil para participar de eventos e divulgar o lançamento. Mais informações no canal TokuDoc no Youtube e nas redes sociais como Facebook e Twitter.

E ATENÇÃO! A pré-venda do livro Ultraman foi lançada nesta sexta (28). Mais informações na Loja Virtual da Editora Estronho. Aproveite!

Assista o vídeo com o anúncio oficial do livro Ultraman:

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Kamen Rider Ex-Aid vai deixar saudades e língua queimada de lembrança

Admita, Ex-Aid e sua turma vão fazer falta

A atual série Kamen Rider chega ao fim no final de agosto. O novo Kamen Rider Build vem aí em setembro. Desde 2013 as séries da franquia tinham estreias marcadas para o mês de outubro. Desta vez será diferente e como era antes, desde Kamen Rider W. Tempo suficiente pra fechar a trama de Kamen Rider Ex-Aid em 45 episódios.

Ex-Aid causou repulsa no início por causa do seu visual que deu aquela vergonha no começo. Até mesmo este blogueiro que vos escreve. É bom lembrar o que eu já dizia nas vésperas do programa: uma coisa é visual e outra é a trama. Infelizmente ainda há quem confunda uma coisa com a outra e vice-versa. Daí acabam perdendo uma ótima série, ao lado da segunda temporada de Kamen Rider Amazons. Rolou até briguinhas tolas no fandom por conta do visual, mas é coisa de quem não tem o que fazer da vida a não ser encher o saco da vida alheia. Antes que me perguntem, não vou comentar nada sobre Build antes da estreia nem muito menos sobre seu visual.

Bom, Kamen Rider Ex-Aid entra para a reta final e o chefão de fato vai dar as caras. Algo pior que Kamen Rider Chronicle? Tudo indica que sim. O legal nessa fase final de Ex-Aid é a ligação entre Emu e Pallad. O episódio desta semana ressaltou bem isso e com uma boa reflexão sobre a fragilidade dos humanos quanto ao medo da morte. Além disso, tudo parece estar se resolvendo para os demais Riders, que já devem se preparar para a batalha final.

Confesso que Kamen Rider Ex-Aid não é minha série Rider favorita, mas recomendo pela boa trama. Seu visual esdrúxulo nos ensina a jamais subestimar um herói pelo visual. Com certeza você já ouviu que não se deve julgar o livro pela capa e que as aparências enganam, não é? O mesmo se aplica aqui.

E a gente segue com a língua bem tostadinha e aguardando o final.

sábado, 22 de julho de 2017

Com novo hospedeiro, Zero faz uma brusca referência ao clássico O Regresso de Ultraman

Reito "possuído" por Zero num momento de encrenca (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

Como não poderia passar em branco num ano comemorativo ao cinquentenário de Ultra Seven, o filho do gigante vermelho, Ultraman Zero, também está presente em Ultraman Geed. Tudo está interligado, uma vez que Zero é rival de Belial, o pai do novo herói da mitologia criada pela Tsuburaya. Se você esteve antenado às notícias, deve saber que o novo hospedeiro de Zero é um civil chamado Reito Igaguri (interpretado por Yuuta Ozawa) e será um personagem fixo da nova atração.

Como era de se esperar, Reito funciona como alívio cômico de Ultraman Geed. É casado e tem uma única filha. Seu primeiro contato com Zero foi uma referência à série O Regresso de Ultraman. Da mesma forma como Hideki Go se sacrificou, Reito assim também fez e logo foi levado ao hospital. Lá Zero aparece e fala diretamente ao consciente de Reito, que logo se torna hospedeiro do Ultraman. Igualzinho ao clássico de 1971, só que tudo rápido demais. É óbvio que não teria como ter a mesma emoção. Seria pedir demais, né? Mas dá pra perceber que foi proposital. Não chega também a ser uma paródia, embora essa tenha sido minha impressão.

Zero se comunica com Reito, assim como acontecia com Nozomu Taiga, do filme Ultraman Saga. O humano fica cada vez mais confuso e tentando disfarçar a voz que ecoa em sua mente. Os dois estão observando Geed em ação e tentando investigar. Não deve demorar muito para Reito e Zero se aproximarem de Riku Asakura, Raiha e Pega. De uma coisa é certa, Reito já garante que será um bom e divertido personagem e deve quebrar o gelo de vez em quando.

Não se sabe ainda de Zero irá treinar Geed. No passado, Dan Moroboshi/Ultraseven passou um treinamento carrasco e perigoso para seu discípulo Gen Ootori/Ultraman Leo. Logo, Leo treinou Zero. Isso deve se repetir em breve, talvez não com a mesma intensidade de antes.

O episódio desta sexta (21) foi oportuno para a estreia da forma Solid Burning, que une os poderes de Seven e de Leo.


A ligeira referência ao O Regresso de Ultraman (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Estúdio chinês usa indevidamente a marca Ultraman em nova produção

O Ultraman da Chaiyo
Estava visitando o blog do August Ragone (um dos maiores experts de tokusatsu) e li sobre um novo caso de uso indevido da marca Ultraman. Você deve saber do problema judicial que a Tsuburaya teve que enfrentar com o estúdio tailandês Chaiyo. Uma briga que durou por cerca de dez anos onde a Chaiyo forjou um contrato dizendo, na época, possuir os direitos das seis primeiras séries Ultra (Ultra Q ao Ultraman Taro). Na oportunidade afirmou ter criado o primeiro Ultraman. Tudo na cara de pau, pois sabemos bem que não é verdade.

Surge agora um novo caso onde a franquia é afetada mais uma vez. Ultraman foi anunciado como personagem do próximo filme da série chinesa Dragon Force. O título do mesmo é Dragon Force: So Long Ultraman. Tudo sem a devida autorização da Tsuburaya, que é a criadora/detentora, de fato, do personagem e reconhecida judicialmente, após a disputa com Chaiyo.

O presidente e representante da Tsuburaya, Shinichi O'oka, se manifestou sobre o uso indevido e lamentou. Certamente veremos mais uma exaustiva briga judicial que prejudica mais uma vez o nome de um dos maiores ícones da cultura pop. Fiquemos de olho.

terça-feira, 18 de julho de 2017

O antigo festival de mangá da Toei

Os filmes da edição de 1987
Em 1969, a Toei Animation inaugurou um festival que serviu como uma forma de apresentar suas séries vigentes de então, sempre em períodos de férias. O Toei Mangá Matsuri (Festival de Mangá da Toei). O formato era uma das maiores fontes de receita do estúdio, que produzia em média 1,5 bilhões de ienes, por edição. Os anúncios eram investidos maciçamente em meios como TV e revista.

O evento acontecia simultaneamente nas principais cidades do Japão. Assim o público poderia acompanhar os lançamentos em cerca de 1000 salas de cinema do país. Na maioria das edições a duração do festival era de um mês, para que o público pudesse apreciar as novidades. E como todo bom evento japonês, tinham brindes, pôsteres e outros souvenir para o deleite dos fãs. Em março de 1990 o evento mudou de nome para Toei Anime Fair.

Na época do Toei Mangá Matsuri eram apresentados episódios especiais das séries de anime e tokusatsu. Alguns pareciam episódios curtos ou maiores que o padrão executado na TV japonesa. Por dia eram exibidos cerca de três horas de filmes. Algumas das séries foram exibidas no Brasil como Metalder, Maskman, Jiban, Kamen Rider Black, Dragon Ball, Os Cavaleiros do Zodíaco, Angel, etc. Infelizmente nenhum destes filmes das séries tokusatsu vieram pra cá. Com exceção dos curtas de Cavaleiros (o filme de Abel não fez parte deste circuito) e Dragon Ball tiveram a sorte de serem lançados por aqui em mídias como home-vídeo e TV (incluindo pay-per-view).

Na data de hoje em 1987 foi apresentado uma edição que reunia os curtas de Metalder, Maskman, além dos títulos conhecidos pelo público brasileiro Os Cavaleiros do Zodíaco - O Santo Guerreiro (ou apenas "Saint Seiya" nos anos 90) e Dragon Ball - A Bela Adormecida no Castelo Amaldiçoado, que nada mais serviam como episódios estendidos e que não faziam parte do cânon das suas respectivas cronologias das animações da TV. É preciso que se diga que tem gente que ainda confunde o trailer dessa edição (veja abaixo) como se fosse apenas uma simples divulgação aleatória e com estranheza de desavisados por não ter Kamen Rider Black na lista, já que o mesmo estreou em apenas em outubro do mesmo ano.

Toei Cartoon Festival 1987 por sylvain1985

sábado, 15 de julho de 2017

Universo de Ultraman Geed tem televisores defasados em plena era digital

A bela guerreira Raiha (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

A nova série Ultra começou há uma semana e sua introdução caminhando. No episódio desta sexta (14) surgiu a misteriosa guerreira Raiha Toba que carrega uma espada e esperar algum monstro passar pela frente para cortá-lo ao meio. Seu gênio forte é promissor para a trama. Talvez não seja difícil deixar de lado a lembrança da carismática Naomi Yumeno, vivida pela talentosa Miyabi Matsuura, em Ultraman Orb. Mas a atriz Chihiro Yamamoto, de 20 aninhos (fará 21 no final de agosto), já chama atenção por sua beleza, baixa estatura (155cm) e a intrepidez de sua personagem. Não é nenhum exagero dizer que estamos diante de uma nova musa da franquia.

Falando sério. Uma das coisas que me chamaram atenção no novo episódio foi a diferença do universo de Ultraman Geed. Como comentei em outro post, há uma constante presença de televisores antigos. Tipos aqueles que eram vistos entre os anos 1990 e 2000. Pois bem, até aí a gente pode pensar se tratar de uma história que se passar no passado, certo? Só que se repararmos bem vamos perceber que alguns personagens carregam celulares modernos (Smartphone), como é o caso do próprio Riku Asakura, por exemplo. Veja as imagens:

Riku fala ao celular em...
...plena era com.. TV analógica

A título de curiosidade, o sinal analógico foi extinto no Japão em 24 de julho de 2011. Logo não faria sentido um funcionamento de um aparelho de televisão por lá com qualidade analógica em pleno ano de 2017. O porquê desse elemento é algo que poderemos descobrir mais cedo ou mais tarde com o decorrer da série. Em algum ponto de vista da produção deve fazer sentido, já que o universo de Ultraman Geed tem algo peculiar.

PS: Ainda sobre Ultraman Geed, o fandom se dividiu com a divulgação de um projeto, digamos... pirata da série. Até pouco tempo achávamos que o quadro tinha mudado. E isso não se trata em ser contra as fansubs, fazer mimimi, ir pro lado pessoal, criar tretinha, nem muito menos ser um Ratinho ou uma Cristina Rocha da vida. O que não é o objetivo deste blog, veja bem. O fato é que como fãs devemos apoiar/valorizar os materiais oficiais de tokusatsu que estão por aqui no Brasil e que ainda são escassos. No caso da Crunchyroll (sem propaganda), o acesso é irrisório e qualquer um pode pagar a assinatura e ver os episódios saindo uma hora após a exibição japonesa. A experiência é legal e todo mundo sai ganhando com isso.

PS 2: Felizmente há fansubs que são coerentes e apoiam esses materiais sem fins lucrativos e/ou esperar algo em troca. Tudo porque curtimos, divulgamos e queremos ver tokusatsu com qualidade e dinamismo que o streaming oferece de forma justa. 😏

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Assista o trailer do Festival Death Note no cinema

Como anunciado anteriormente aqui no blog, a Sato Company fará uma maratona com os três primeiros filmes live action de Death Note, somente no dia 2 de agosto nas salas de cinema da rede Cinemark de Santa Cruz e Eldorado, em São Paulo. Veja o vídeo:

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Hiiro jamais almejaria seu objetivo em Kamen Rider Ex-Aid

Hiiro se preparando para a transformação

Você deve ter acompanhado o drama de Hiiro/Kamen Rider Brave nos últimos episódios da série. Para tentar recuperar os dados de sua namorada, Saki Momose - que morreu anos atrás - ele teve que se aliar a Masamune Dan/Kamen Rider Cronus. Essa traição foi meio que por livre e espontânea pressão.

Esse preço quase custou a vida de Taiga/Kamen Rider Snipe, que ficou ferido na batalha anterior e teve que ser operado. No fim das contas, tudo dependia de Hiiro salvar ou não o ex-companheiro de profissão. Caso salvasse Taiga, Hiiro perderia sua namorada para sempre. Por fim essa foi a decisão mais sensata e a mais difícil, tanto como médico quanto como herói.

Obviamente não ia dar em nada e de qualquer jeito Hiiro não conseguiria salvar sua amada. Isso porque Dan já tinha tudo armado e sua chantagem era maior. É fácil reparar como ele usou os dados de Saki em seu favor, até mesmo durante o embate contra Emu/Ex-Aid. E quem garante que Dan cumpriria com a palavra caso sua traição fosse mesmo consumada, não é?

Isso é só mais um motivo para Hiiro se vingar logo logo. É só esperar pra ver acontecer. O perdão de Hiiro também pode fazer com que Taiga saia do ostracismo e volte a trabalhar no CR.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Seiji Yokoyama era gênio e fazia música com alma

Seiji Yokoyama deixou um legado através de séries como Metalder e Cavaleiros do Zodíaco

Ele foi um dos músicos mais brilhantes que já passaram pelo cenário. No Brasil ele é conhecido pelas BGMs de Os Cavaleiros do Zodíaco. Trabalho feito com primazia e que evoluiu na saga de Hades. Não tem como assistir Seiya e cia e não se emocionar, principalmente com as trilhas mais contemplativas. No Japão, Seiji Yokoyama é conhecido trilhas sonoras de diversos clássicos como Captain Harlock, Megaloman e Ohranger.

Teve poucos trabalhos nas séries tokusatsu, porém significativos. Sendo em Metalder o mais marcante. A trilha sonora casava perfeitamente com as situações dramáticas e sombrias que giravam em torno do Homem-Máquina. Apesar do tom melancólico, a trilha sonora ainda emociona com maestria a quem assistiu a uma das melhores séries do gênero. Poética, a trilha sonora de Seiji Yokoyama teve seu momento ápice nos minutos finais da série Metal Hero de 1987. Inesquecível para quem teve oportunidade de acompanhar.

As mesmas trilhas de Metalder foram reaproveitadas em Winspector (de 1990). Apesar de entranho no começo, não demora muito para as conhecidas BGMs do Homem-Máquina caiem como uma luva na trama policial. Seiji também compôs trilhas sonoras próprias para esta série Metal Hero, mas as mesmas trilhas de Metalder souberam combinar com as situações e de maneira própria. Impossível não lembrar referências, principalmente nos episódios 38 e 39, de Winspector, quando os temas de encerramento e abertura são "cantarolados".

Seu trabalho de qualidade inigualável é um legado para os fãs de anime e tokusatsu.