domingo, 26 de março de 2017

Garo e Ataque dos Titãs pela Sato Company?


Provavelmente você deve ter acompanhado a passagem do sr. Nelson Sato pelo evento Anime Japan 2017, que rolou neste fim de semana. O empresário postou alguns vídeos lá no canal oficial Tokusatsu TV (via YouTube) e é notável o seu interesse por Garo (que tem apenas dois filmes na Netflix) e por Ataque dos Titãs (ainda inédita por aqui e apenas com o mangá publicado pela Panini).

Não estou confirmando nada. É apenas um palpite meu. Mas acho que se tudo der certo teremos mais materiais oficiais num futuro próximo. Talvez tenha dado certo ou talvez não. Vamos aguardar.

sábado, 25 de março de 2017

Primeiro trailer da Liga da Justiça está no ar


Saiu o primeiro trailer oficial da Liga da Justiça, que reúne Batman, Mulher-Maravilha, Flash, Ciborgue, Aquaman e tantos outros super-heróis dos quadrinhos da DC Comics. A direção é de Zack Snyder, o mesmo de Homem de Aço e Batman v Superman, que é conhecido por exagerar em praticamente tudo. Aqui ele tenta inserir algumas piadinhas, algo que não existia nos filmes anteriores. Talvez isso não seja o suficiente. Bom, ainda é cedo pra sabermos se o filme irá vingar ou não. Vamos aguardar o dia 16 de novembro para ver o resultado. Enquanto isso, segue o vídeo:

sexta-feira, 24 de março de 2017

Episódios de Redman voltam ao YouTube para promover novo evento

O "serial killer vermelho" da Tsuburaya de volta em caráter especial

Redman, série tokusatsu de 1972 que fez bastante sucesso entre os japoneses em 2016, terá mais um evento. O Exhibition Of Redman acontecerá na terra do sol nascente entre 29 de abril e 7 de maio, durante o tradicional Golden Week. Para promover o evento, o canal oficial da Tsuburaya (Ultra Channel) apresenta uma seleção de alguns dos 138 episódios que serão lançados a partir desta sexta (24), sem cinco dias consecutivos, sempre com um episódio a partir das 7h da manhã (de Brasília). Um evento similar aconteceu em novembro passado.

O primeiro desta seleção é o episódio 4 e você pode conferir aqui e acompanhar a atualização da playlist neste link. Veja o cartaz do evento:



Power Rangers supera o conceito da série clássica com primazia no cinema

Os Power Rangers da telona entram em ação (Foto: Divulgação)

Houve tempos em que dizer que Power Rangers é "coisa de criança" tinha ficado pra trás e com quem realmente não acompanhou a história da franquia ao longo destas últimas duas décadas. Afinal, algumas temporadas tinham enredos mais sérios e que aproximavam o público jovem e adulto. Porém, este novo filme, que traz uma releitura da saga dos heróis da fictícia cidade de Alameda dos Anjos, é um marco que ultrapassa o modo de criar enredo de produções tokusatsu nipo-americanos e até mesmo as tradicionais séries Super Sentai. Assim, contando um novo começo para os fãs e também para leigos. E tudo isso sem abandonar a sua essência.

O terceiro filme de Power Rangers cria um novo universo à parte do que conhecemos. Se você é do tipo saudosista e costuma se prender ao passado, pode parar aí mesmo ou dar uma chance a uma nova versão dos adolescentes. Diferente do padrão das séries tokusatsu em geral, onde os protagonistas tomam responsabilidade e assumem seus codinomes praticamente no começo de tudo, o reboot mostra a evolução dos personagens e o caminho que eles trilham até merecer o título de Ranger.

Ao contrário do que vimos nos anos 90 em Mighty Morphin Power Rangers, temos um Jason penalizado por delinquência (quase um James Dean da era moderna), uma Kimberly revoltada, um Zack sarcástico, uma Trini solitária e um Billy que rouba várias cenas com um ótimo alívio cômico. Um dias eles encontram as moedas do poder que lhe concedem superpoderes. Tudo é uma novidade para os adolescentes que acabam descobrindo uma nave soterrada onde vive o robô Alpha 5 e o mentor Zordon. Aqui os heróis não são "imaculados" ou de bom exemplo a serem seguidos como na TV, pelo menos na introdução. A releitura de Jason e cia é composta por rebeldes, em sua maioria. Nenhum deles se conhecem e a união do quinteto é natural, ao mesmo tempo que destinada para um propósito maior. Cada um carrega seus próprios conflitos e imperfeições e, para se tornarem Power Rangers, eles tem de superar as dificuldades. Eles são obrigados a passar por um treinamento para adquirir os poderes. É bom que se diga que esse elemento é um pilar das séries japonesas de super-heróis, que enfatizam os desafios a serem provados.

A primeira hora do filme é primordial para explicar quem são os Power Rangers, de onde veio Zordon, o drama dos heróis, etc. Tudo nos mínimos detalhes. Logo sentimos o clima sombrio que vai tomando mais cor conforme as revelações vão aparecendo. Nem é preciso ter tanta pressa pra vê-los em ação, pois tudo acontece no devido momento. As lutas são rápidas, porém mostram toda versatilidade das armaduras. Ao pilotar os Zords, os Rangers ficam com o rosto à mostra, dando mais expressividade ao heróis.

Outra diferença está em Zordon que, ao invés de confiar no potencial de cada jovem, é mais rigoroso. Seu passado é o estopim que liga à vilã Rita Repulsa. Tanto o grande Bryan Cranston (de Breaking Bad) quando a competentíssima Elizabeth Banks (dos filmes Jogos Vorazes) transmitiram uma nova aura aos respectivos personagens.

Muitas surpresas estão garantidas, com direito a uma velha trilha sonora tocando mais uma vez e levando o público ao delírio. Há breves referências à uma outra temporada clássica de Power Rangers e até mesmo ao Zyuranger (série Super Sentai que deu origem à franquia da Saban). Coisas que só os velhos fãs sacam na hora. Durante o filme temos participações de dois rostos conhecidos e bem queridos pelo público.

Se você ainda não assistiu ao novo Power Rangers, vá sem medo que a diversão está garantida. A nova versão é acima do nível morfenomenal, vale cada centavo e é digno de bis. A Lionsgate fez um belíssimo trabalho, sob a direção de Dean Israelite, que vai ficar marcada na memória. Ah, não saia da sala sem antes ver a cena pós-créditos. O gancho para uma possível continuação (de uma sequencia pretendida para seis filmes) está imperdível.

quinta-feira, 23 de março de 2017

O Exterminador do Futuro terá um importante anúncio em breve

Arnold Schwarzenegger no filme de 1984

O Exterminador do Futuro: Gênesis, dado como o último filme da franquia, teve um desfecho bizarro que poderia ser o fim (ou a destruição) de tudo o que sabemos desde os filmes clássicos estrelados por Arnold Schwarzenegger. Bem, parece que não deve acabar por aí.

Segundo o produtor David Ellison, que esteve envolvido no filme de 2015, vem novidades por aí e um anúncio será feito ainda em 2017. Ellison declarou ao portal Collider:

"Posso dizer que solucionamos o futuro da franquia e, acredite, é um futuro incrivelmente brilhante. Vamos dar sequência ao que os fãs realmente querem desde O Exterminador do Futuro 2 - O Julgamento Final. Vamos fazer o anúncio ainda este ano. É algo que nos excita muito e acreditamos ser a direção que a franquia precisa tomar."

O diretor James Cameron, o mesmo de Titanic e Avatar, terá novamente em mãos os direitos de O Exterminador do Futuro e já tinha declarado anteriormente que pretende fechar sua "trilogia", uma vez que trabalhou nos dois primeiros filmes. Até o momento, nada oficial. Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Netflix libera o primeiro trailer do novo Death Note

Anunciado desde o ano passado, o novo filme live-action de Death Note ganhou seu primeiro trailer. A nova adaptação será mais uma produção com o selo exclusivo da Netflix. Nesta versão, Light Yagami será rebatizado como Light Turner e será vivido pelo ator Nat Wolff. A trama é basicamente a mesma do mangá/anime, que mostra o jovem em posse do caderno da morte, que tem o poder de matar a pessoa que tem o seu nome escrito. Quem viverá L será Keith Stanfield e Ryuk será dublado por Willem Defoe. A direção é de Adam Wingard.

A estreia está prevista para 25 de agosto deste ano. Assista o trailer:

The Big Bang Theory está garantida até 2019

Mais nerdices de Sheldon e cia

A atual temporada das séries do horário nobre americano está chegando ao fim e no final de maio entra na midseason (meia temporada) de verão, onde acontecem reprises e algumas séries de curta temporada vão ao ar. O canal CBS costuma antecipar aos poucos os seus anúncios de renovações nessa época do ano. E ele já garante que o sitcom The Big Bang Theory está garantido, pelo menos, até 2019.

Sheldon Cooper (vivido por Jim Parsons) e seus amigos ganharam mais duas temporadas. Os executivos da CBS não pretendem largar tão cedo a comédia que retrata a vida dos nerds norte-americanos e que até recebeu artistas de Star Trek e Star Wars, por exemplo. As duas temporadas foram renovadas com a condição de reajustes salariais das atrizes coadjuvantes Mayim Bialik (Amy) e Melissa Rauch (Bernadette). É que para elas receberem aumento, o salário dos protagonistas teriam que ser reduzidos em até $100 mil dólares. 

Criada pela dupla Chuck Lorre e Bill Prady, a série The Big Bang Theory poderá ganhar um spin-off que conta a vida de Sheldon quando mais jovem.

Jaspion e o episódio que jamais foi ao ar

Jaspion e MacGaren quase tiveram um episódio com uma pegada de série Ultra

A grande maioria dos episódios do grande Tarzan Galático foi escrita pelo competentíssimo Shozo Uehara. Foram 42 de um total de 46 episódios exibidos originalmente pela TV Asahi entre 1985 e 1986. Ele foi responsável por trabalhar em vários episódios da trilogia dos Uchuu Keiji, da Família Ultra, sem contar que ele é um dos responsáveis pela concepção de Kamen Rider BlackOs demais quatro episódios foram escritos pelo falecido roteirista de animes Haruya Yamasaki.

Poucos sabem que Jaspion teria um episódio escrito por Shigemitsu Tagichi, que por sinal estava cotado para se integrar ao staff. O mesmo foi roteirista principal de Ultraman Taro e Ultraman Leo. O episódio se chamaria "Kimi wa kyojû o mita ka‖?" (algo como "Você viu o monstro gigante?") e não se sabe o motivo por não ter sido aprovado nem em qual ponto da trama se passaria.

O episódio começaria apresentando o garoto Tetsuo, que tem a mania de mentir para chamar atenção de seu pai. Um dia ele descobre o monstro Brackle, que aparecia somente quando sugava energia elétrica. Ao saber da intervenção de Tetsuo, MacGaren (Mad Gallant) mata o pai do garoto, armando um acidente. Porém, ninguém acredita no ocorrido, pois Tetsuo tem a fama de mentiroso e ninguém acredita em sua palavra (nem mesmo sobre o monstro e a morte de seu pai) e muito menos a polícia.

O único que acreditou em Tetsuo foi Jaspion e assim o herói começa sua investigação. Brackle era um monstro dócil até ser enfurecido pelo poder de Satan Goss. O monstro ataca o Gigante Guerreiro Daileon com suas presas e morde o braço do robô gigante, soltando até descargas elétricas (o roteiro foi bem detalhado). O final seria triste, com Tetsuo sem o pai e Jaspion lhe dando forças para superar a dor.

Dá pra ver que este episódio de Jaspion teria uma pegada que lembra muito as séries Ultra com o garoto mentiroso, que também serviu de elemento para outras séries clássicas do tokusatsu.

Créditos: Alexandre Nagado, Michel Matsuda e Rodrigo de Goes (e-book Cultura Pop Japonesa - Histórias e Curiosidades)

Leia também:

- Relembrando os JAC Brothers

- Jaspion e a origem que o Brasil desconhece

terça-feira, 21 de março de 2017

O blog está de cara nova e com mais conteúdo

Sejam bem-vindos ao novo Blog Daileon! E aí, curtiu o novo layout? Pois é, tava na hora de dar um "tapa" nesse espaço, né? Então, a logo que você vê no topo foi inspirada na Mazda. Aquela marca de carros que ficou conhecida no tokusatsu por causa de séries como Jaspion, Jiraiya, Shaider, Winspector, Black RX, etc. Aproveitando a semana de estreia de Power Rangers no cinema, a partir de agora, nova temporada e novos assuntos aqui na coluna. Continuarei escrevendo diariamente críticas sobre anime e tokusatsu da atualidade. E a partir de agora, eventualmente, irei resgatar algumas coisas dos tempos dourados destes estilos da cultura pop japonesa que não deveriam ser esquecidos jamais da memória e da popularidade. Afim de reforçar o meu papel de diferenciar conteúdo e aqui acolá andar na contramão das mesmices. Outra novidade é que aqui no blog vai ter mais cinema, música, TV, ficção-científica e por aí vai. Pra começar bem vamos falar sobre um assunto que está empolgando muita gente: a volta de Prison Break.



A quinta temporada chega às telas agora em 4 de abril nos EUA e aqui no Brasil estreia ainda na mesma noite. Quem acompanhou a série sabe que Michael Scofield (Wentworth Miller) está de volta após um final que abalou os fãs. Como ele voltará é um mistério. O que aconteceu com ele nesses anos todos também é uma incógnita. Seja lá qual a desculpa dos roteiristas, Prison Break vai retornar com muita ação e deve trazer novos planos mirabolantes de Scofield, ao lado de seu irmão, Lincoln Burrows (Dominic Purcell). A nova temporada terá 9 episódios que vão ao ar todas as terças-feiras e é inspirada na obra grega Odisseia.

Assista a seguir ao mais novo trailer:

O mistério do episódio banido de Ultra Seven

Seven contra Alien Spell

Dentre os 49 episódios de Ultra Seven, o décimo segundo foi banido da série como também da mitologia das séries Ultra. Sendo então um capítulo não-oficial. Até pouco anos atrás acreditava-se que o episódio jamais passou no Japão e que nós brasileiros fomos os únicos privilegiados por assistir um episódio a mais.

Vamos compreender por partes. O episódio 12, conhecido em nosso país como "Presente Nocivo", teve sim exibição no Japão na noite do dia 17 de dezembro de 1967, dentro do bloco Takeda Hour. Com a participação de Hiroko Sakurai (Akiko Fuji em Ultraman), a audiência marcou 32.8%. Este episódio também passou normalmente na primeira reprise de Ultra Seven, em 1969. Ficou conhecido pelos relógios que sugavam o sangue das pessoas.

Até aí tudo bem. Nenhuma polêmica à vista. Tudo começou mesmo em outubro de 1970. O problema não foi o episódio em si, entenda, e sim por causa da edição de novembro do mesmo ano da revista educativa Shogaku Ninensei, da editora Shogakukan. Nela vinha uma coleção de cards de monstros como brinde. Dentre os personagens estava o Alien Spell, o monstro deste mesmo episódio. Ao lado do seu nome acompanhava a legenda que dizia "Hibaku Seijin" (alienígena vítima da bomba nuclear).

Hibaku é um termo usado para classificar as vítimas da bomba que explodiu em Hiroshima e Nagasaki, durante a Segunda Guerra Mundial. Ironicamente, o Alien Spell era humanoide e suas manchas lembram as queimaduras nucleares das vítimas. O Japão não estava totalmente recuperado da tragédia nuclear. Havia ainda muito preconceito por boa parte da população japonesa contra os moradores de Hiroshima e Nagasaki por medo de serem contaminados com a radiação.

E foi por causa do tal termo pejorativo usado pela revista que se desencadeou a polêmica. Uma garota percebeu o detalhe no card do Alien Spell e mostrou para seu pai, que era um membro de um grupo que ajudava as vítimas da bomba. Como decorrência, o mesmo pai enviou uma carta para a editora Shogakukan. Consequentemente, a Tsuburaya sofreu pressão de outros grupos, de Hiroshima e Nagasaki. Não deu outra: a produtora excluiu o episódio logo na segunda reprise, em 1970. Porém, no episódio 45 de Ultra Fight, exibido em abril de 1970 (também pela TBS), Alien Spell aparece e imediatamente os mesmos grupos fizeram oposição. O roteirista Mamoru Sasaki, que escreveu o episódio 12 de Ultra Seven, disse que jamais criou a legenda "Hibaku Seijin" e culpou a revista por este mal entendido. Desde então, sempre nas listas de lançamentos para TV, home-vídeo e streaming, a Tsuburaya salta do episódio 11 para o 13.

Nos lançamentos de Ultra Seven em DVD no Brasil e nos EUA, o episódio "Presente Nocivo" ficou de fora. Aliás, encontrá-lo com boa qualidade só em gravações com a dublagem gringa da TNT americana, que também passou nos anos 80 e 90 sem tantos problemas.

Créditos: Alexandre Nagado, Michel Matsuda e Rodrigo de Goes (e-book Cultura Pop Japonesa - Histórias e Curiosidades)