sábado, 27 de agosto de 2016

Evangélicos precisam urgentemente aprender a pesquisar direito sobre a franquia Pokémon

Ash e Pikachu

Antes de qualquer coisa, deixo claro que este blogueiro que vos escreve é cristão evangélico e escrevo aqui este texto como tal e também como veterano na área de animes. Durante boa parte desse mês eu estive de férias e vi o sucesso de Pokémon Go em tudo quanto é canto. Eu não sou lá um grande fã da franquia, porém sou fã confesso das fase clássica do anime, o Indigo League, que me marcaram muito. Reconheço o sucesso de Pokémon e conheço a franquia.

Enfim, nessa história do Pokémon Go foi legal ver a repercussão dos fãs, a imprensa não-especializada divulgando, etc. Tinha também muitos vacilões (vítimas do "Bulbassalto"), infelizmente. Agora uma coisa que me deixou bastante intrigado foi com certos "religiosos" que aproveitaram para ressuscitar uma velha lenda urbana - já desmentida pelos próprios fãs há séculos atrás - que dizia que "Pokémon é coisa do capeta".

Sinceramente, mesmo não sendo tão inveterado, me compadeci de quem obviamente ficou bravo. Me identifiquei até porque na época do auge de Pokémon na TV brasileira eu ouvia muitas histórias do tipo. E os mesmos contos do vigário voltaram. Era gente dizendo que "Pokémon significa demônio de bolso" (quando na realidade o nome é uma palavra-valise de "pocket" e "monster"), "Pikachu significa monstro destruidor" (quando na realidade é uma junção de duas onomatopeias japonesas que se referem a espumantes elétricos e a guinchos de rato), outros falavam que "Pokémon vai destruir as famílias" e tantos outros absurdos sem pé nem cabeça, teorias falsas, teólogos invadindo terreno totalmente desconhecido por eles, etc, etc, etc.

A impressão que tive era de que aquela velha inquisição que há tempos estava sumida - devido à ausência de anime na TV aberta - renasceu das profundezas do inferno para apavorar pais de família desavisados. É, pais estes que por sinal parecem não ter tido infância na vida e que mostraram claramente não saber absolutamente nada sobre Pokémon ou sequer ter assistido a um único episódio da série ou procurar saber o que é o novo jogo. Facilmente são levados por lobos em pele de cordeiro que agem de má fé em páginas na internet ditas "cristãs" que estão por aí enganando leigos.

Por ser evangélico, isso nunca me impediu de ter uma boa convivência nesse meio da cultura pop japonesa. Bem como concilio com meu compromisso pessoal com Deus. Na igreja sou conhecido como "o cara dos animes" e alguns chegam a pensar que sou fã de Naruto (quem me conhece mesmo sabe bem que não curto essa série). Esses dias o assunto do Pokémon Go foi inevitável e sempre que pude eu esclarecia e detonava mitos com base das minhas pesquisas de longa data. Eu fui meio que um Mythbuster informal. Assim, acredito que como cristão devo exercer o mesmo papel que os crentes de Beréia fizeram em Atos dos Apóstolos: certificar as veracidades dos fatos. E como fã de anime devo prestar o meu papel de informar e procurar um diálogo pacífico onde tudo deve ser esclarecido sem deixar dúvidas. Ora, se conheço Pokémon e sei que as informações que rolam nas igrejas são falsas, como posso eu ficar calado?

Algum leigo poderia dizer: "César, essa é uma febre que vai passar em breve e não tem porquê defender isso". Veja bem, eu defendo não apenas o jogo ou a liberdade de jogo apenas. Defendo a franquia. Principalmente à série clássica da TV, pois isso também faz parte da minha memória afetiva e, assim como pode ter algum fã mais árduo, tenho conhecimentos de fatos que derrubam facilmente esses argumentos falaciosos que estão rolando. Tudo é questão de PESQUISA. No mais, eu não suporto ver mentiras como essas se espalhando nas igrejas evangélicas. E a quem quiser debater com hombridade, que venha falar comigo. Estou à disposição da comunidade. Como diz uma velha frase no meio jurídico: "ao acusador cabe o ônus da prova". Coisa que ninguém conseguiu e nem vai conseguir fazer em 17 anos de Pokémon no Brasil.

Conheço vários evangélicos que, assim como eu, curtem animes e jamais foram influenciados negativamente como se pregava no passado. Muito pelo contrário, essas pessoas até hoje estão firmes na fé. Repito: até hoje. Infelizmente vejo boa parte de evangélicos leigos no assunto querendo saber mais que os próprios fãs. Se fechando na redoma da ignorância. Ignorância é coisa do diabo. Espalhar boatos, faltar com a verdade e se privar de pesquisas sérias também é. Portanto, meus senhores, saibam ouvir mais. Jamais negligencie algum fã e quem trabalha/trabalhou com isso. Não condene quem curte. Se não sabe o que é, pesquise primeiro antes de falar bobagem. Consultoria (formal ou informal) existe pra isso. Não julgue para não ser julgado pelo Altíssimo.

Dizer que Pokémon é satânico é o mesmo que assinar um atestado de que não saber o que está falando. Irresponsabilidade é pouco. Na realidade, Pokémon é tem muitos elementos que ressaltam amizade, respeito, companheirismo, vitória, determinação, etc. Isso os "justiceiros sociais" do meio gospel não vão dizer pra você, meu caro leigo. Seja esperto.

PS: Em 2000, o Papa João Paulo II deu a benção Papal à franquia. Vale lembrar que a princípio o Papa era contra a série e nunca tinha visto nada sobre isso. Porém só entendeu do que se tratava após assistir o primeiro filme do Pokémon no cinema. Daí a sua aprovação e a curiosa bênção. Exemplos de paciência e humildade a serem seguidos por todos os cristãos.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Kuromukuro é tão eletrizante que dispensa dublagem


A produtora japonesa P.A. Works (conhecida por produzir alguns animes populares entre o nicho como Shirobako e Charlotte) comemora seus 15 anos. Um título do estúdio que deve ser promissor para este tipo de público pelo mundo afora é Kuromukuro. Atualmente em exibição nas noites de quinta-feira pelos canais AT-XTokyo MX, os primeiros 13 (de 26) episódios podem ser vistos mundialmente pela Netflix, onde recebe o selo "Original".

Muita gente do Brasil (de onde mais poderia ser, né?) reclamou pela falta de dublagem e teve até quem apoiou pirataria com as mesmas desculpas de sempre. O caso não foi exclusivo apenas por aqui. Ou seja, em outros países também aconteceu a mesma coisa. Talvez por exigência do próprio estúdio japonês. Assisti a primeira metade da série de uma só vez e digo o seguinte: Kuromukuro dispensa dublagem estrangeira (o mesmo vale para Devil May Cry) e o clima da série fugiria do tom se isso acontecesse. O áudio original transmite muito bem todo o impulso da trama. Está no ponto.


Mao Ichimichi, a eterna Gokai Yellow,
integra o elenco de dublagem
Kuromukuro é protagonizado por Kennosuke Tokisada Ouma, um jovem nascido na era Sengoku que pilotava um mecha alienígena chamado Kuromukuro para proteger uma princesa de seu tempo. Por algum motivo, o guerreiro despertou em nossa era e passa a lutar junto de Yukina Shiranahe, que é confundida com a princesa por Kennosuke. Yukina está no segundo ano do ensino médio e é filha de uma líder de um instituto investigativo da ONU. Coincidentemente, ela pode controlar Kuromukuro ao lado de Kennosuke.

O anime é instigante e é um prato cheio para os amantes do gênero mecha. Boas sequencias de ação, uma trilha sonora eletrizante, gráficos de primeira, rivalidade e coisas do tipo. Tem seus momentos inúteis, mas nada que vá destruir sua diversão. Um nome notável no elenco é Mao Ichimichi, a Gokai Yellow da série tokusatsu Gokaiger (Power Rangers Super Megaforce no ocidente). Atriz agora envereda como seiyu (dubladora) e atente pelo pseudônimo M·A·O neste meio artístico. Na série ela dubla Yukina.

O segundo cour de Kuromukuro - que é na verdade a segunda metade da primeira temporada - deverá chegar em breve na Netflix.

Kenji Ohba testa arma fatal de Gavan em vídeo promocional

Você deve saber que no início do ano que vem Gavan (Type-G) e Dekaranger irão se encontrar em dois filmes que serão lançados em home-vídeo no Japão. Ontem saiu o anúncio da Toei Video para o lançamento da série clássica do primeiro Policial do Espaço em Blu-ray.

E as novidades não param. A Bandai lançou um vídeo onde Kenji Ohba - de 61 anos - volta a vestir o figurino de Retsu Ichijoji. Lá ele testa um novo brinquedinho que vai estar à venda em breve: a Laser Blade (Espada Laser na versão brasileira). E não é qualquer "coisa de criança" não. É que esta Laser Blade tem alguns apetrechos que dão proximidade à ficção. Coisa de arrepiar os fãs da trilogia Uchuu Keiji.

Assista o vídeo e se divirta:

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Max Steel ganha trailer internacional

O famoso herói Max Steel terá uma adaptação para o cinema ainda este ano e foi divulgado um trailer internacional que chegou de surpresa para o público oriental. Assista o novo vídeo com legendas em japonês:


O adolescente superpoderoso será interpretado pelo ator Ben Winchell, de 22 anos. Com direção de Stewart Hendler, o elenco conta com as participações de Andy Garcia e Maria Bello.

Max Steel estreia nos EUA no próximo dia 21 de outubro e no Japão em 3 de dezembro. Sem previsão no Brasil por enquanto.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Tsuburaya relança a série Ultra Fight

Ultraseven enfrenta o monstro Telesdon, de Ultraman

Sem avisar, o canal oficial de vídeos da Tsuburaya no YouTube - também conhecido como Ultra Channel - resolveu lançar episódios da série Ultra Fight. Trata-se de um "caça-níquel" que totalizou 196 episódios exibidos originalmente entre setembro de 1970 e setembro de 1971. Apresentado de segunda à sexta pela TBS entre 17:30 e 17:35 (5 minutos por episódio, considerando comerciais).

Com recursos mais improvisados do que de costume, Ultra Fight era protagonizado por Ultraseven - com traje surradíssimo - que estava em simples batalhas (desajeitadas) ao estilo luta-livre/boxe. Ora ele era lutador, ora aparecia como juiz. Os monstros eram das séries Ultra produzidas até então. Ultra Fight serviu, historicamente, como embrião para outro caça-níquel da Tsuburaya em 1972, o famoso "assassino vermelho" Redman, que está fazendo sucesso atualmente no Japão devido à exibição diária no Ultra Channel.

Ultra Fight está no ar desde o último dia 22, sempre de segunda à sexta a partir das 19:00 JST (7:00 da manhã de Brasília) com episódios aleatórios. Assim como Redman (segunda à sexta às 6h de Brasília), cada episódio deverá estar disponível apenas uma semana.

Assista a um dos episódios:

O tokusatsu está caducando no Brasil enquanto evolui nos EUA

Com exibição legendada, Kikaider teve um sucesso equivalente ao de Jaspion no Havaí

Se você fala ou ouve sobre tokusatsu no Brasil, automaticamente vem à mente séries da geração Manchete como Jaspion, Changeman, Jiraiya, etc. Tudo bem que são referências de um grande fenômeno que marcou época no final dos anos 80 para o início dos anos 90 (sem contar que tivemos uma geração reprise que acompanhou algumas dessas séries na Record e na CNT/Gazeta antes da virada do milênio). É inegável a predominância de Jaspion e cia nos eventos e papos de roda. Fora que Kamen Rider e Super Sentai são bem populares em nosso nicho local há cerca de 10 anos.

Se você parar pra prestar atenção vai reparar que tokusatsu no Brasil se resume basicamente apenas à era Manchete e às duas franquias citadas da Toei Company. E por que as séries Ultra, Kyodai Hero, Godzilla e tantas outras não são tão comentadas entre nós? Sei que tem gente que curte isso por aqui, mas o público que assiste (ou assistiu) é pequeno demais. A impressão é que quem não quer se prender às tendências acaba ficando ilhado. A interatividade pra partilhar o interesse de uma outra série fora da esfera Manchete/Toei com algum outro amigo é quase nula.

O tokusatsu está virando uma coisa velha no Brasil (ou se já era) por vários fatores. Não houve uma formação de novos fãs de Ultraman e Spectreman, por exemplo, como houve com a geração que cresceu assistindo o nosso querido Ginga no Tarzan. Faltou uma entrega de bastão para a geração seguinte curtir, não esquecer e valorizar tais títulos. Também tem aquele nosso velho impasse em doutrinar para a nova geração que cresceu ser ver ou assistiu alguma série isoladamente.

Enfim, o tokusatsu está caducando a cada dia no Brasil por não renovar público. Não é questão de gosto, pois tem a ver mesmo com cultura. Nos EUA o estilo é praticamente voltado para o nicho específico. E não pense que tudo começou com Power Rangers na terra do Tio Sam. Isso não é verdade. Lá também o tokusatsu tem sua própria história (que começou com a adaptação do primeiro filme do Godzilla). Não teve um grande boom, mas é mais rentável hoje em dia do que aqui mesmo no Brasil. É só pesquisar o que tem sido lançado em home-video nos últimos anos e o que rola atualmente via streaming no país.

Eu disse que não teve um boom (além de Power Rangers)? Então, no Havaí já foram exibidas séries na década de 70 como Gorenger, Battle Fever J, Kamen Rider V3, Inazuman, Rainbowman, etc. Agora, o cult da ilha é Kikaider. Quer mais? Essas citadas foram exibidas com áudio original e legendas. Um luxo para a época -- e não tinha esse mimimi todo por falta de dublagem como aqui no Brasil. Algumas outras séries tokusatsu foram exibidas com dublagem, mas isso são outros quinhentos.

Daí a gente percebe que os fãs norte-americanos estão num patamar mais elevado que o nosso e numa situação bem melhor. Infelizmente o saudosismo, o "viuvamento" pela Manchete e a redoma sobre Rider/Sentai são problemas críticos entre o público brasileiro. O problema em si não são as séries nem quem curte (também me incluo), e sim a exclusividade dada a estas por boa parte da nossa tokunet. Isso porque retrai a atenção do público para a busca de outras séries, além do perigo de retardação do mercado. Por isso que a divulgação de tokusatsu fica cada vez mais difícil e cai como algo desconhecido para os leigos. Outro problema são as fansubs brasileiras que fazem totalmente o inverso de suas co-irmãs gringas. Nos EUA o incetivo por novos títulos e relançamentos muito maior. Ah, sem contar que as fansubs de lá deletam materiais de uma determinada série que vai ser lançada. De fazer inveja a quem realmente sonha em ver o quadro mudar no Brasil. A cultura americana é outra.

Não estou dizendo que você deve abandonar o que ficou nos tempos de infância para ver algo inédito. Vamos curtir Jaspion e cia, Rider e Sentai. Ok. Então que tal experimentar outras tramas (clássicas e recentes)? Tenho certeza que é uma boa iniciativa e essa pequena boa vontade pode ajudar a divulgar ainda mais o tokusatsu. Hoje em dia não dá mais pra parar apenas no "museu" e a acessibilidade está avançando cada vez mais.

O tokusatsu no Brasil precisa acompanhar esse avanço, como tantos outros segmentos da cultura pop, pra não cair num retrocesso fatal.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Rem rouba o episódio inteiro de Re:Zero com fofura e declaração de amor

A bela, recatada e "do lar" do anime (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

Que Rem está fazendo um sucesso louco no Japão em Re:Zero não é brincadeira. Não basta só assistir toda semana a série de anime pra se ter uma ideia, mas também tem que acompanhar as notícias pra ver que tal "fama" não é a toa. E eu vou dizer uma coisa: não tem Subaru e Emilia que tirem o brilho da serviçal de cabelos azuis. O casal já teve seus quinze minutos. A bola da vez é da Rem e não tem mais volta.

E no episódio deste domingo (31) a fofinha brilhou numa conversa extensa com Subaru que durou praticamente o episódio inteiro. Tá certo que o herói acabara de voltar ao tempo depois de ser derrotado numa batalha terrível (como sempre) e não foi à toda o seu estado de choque. Desesperado, ele pediu para fugir com a Rem.

Foi daí que começou toda uma conversa sobre planos de futuro, coisa e tal, tal e coisa. Só que Rem consegue chamar atenção e não deixar a coisa cair na chatice. Não apenas pela sua fofura, mas por se mostrar bem compreensível e tentar manter uma empatia para com o seu amado. E teve até declaração de amor. O mais estranho foi que Subaru, mesmo tendo a ideia de fugir com a garota, confessou que ama Emilia e que quer protegê-la. Uma atitude patética do herói que quase sempre vive de cabeça quente. Por outro lado, foi admirável a compreensão de Rem que não sofreu em nada com isso e aceitou de boa.

Como eu disse no começo do post, a bola da vez está com ela. E por causa do seu sucesso - com o seu jeitinho simples de menina, está longe da batalha de Subaru pela Emilia ter a mesma graça de antes. Bela, recatada e "do lar" são termos que caem muito bem para a personagem, porém ela é bem mais do que isso e com valor.

domingo, 31 de julho de 2016

Never Die - um romance sobre imortalidade


O que acontece quando um jovem é salvo da morte por uma garota? Certamente a sua resposta será bem óbvia, não? Só que a morte é fichinha para quem é imortal como a garota Min Se Yeon (Nam Ji Hyun). Nascida em 1815, morreu ao cair de um poço e foi ressuscitada por um feiticeiro que lhe deu a imortalidade. A garota bicentenária vive nos nossos dias como uma garota de 20 anos.

Ao salvar o jovem Lee Jung Hoon (Ji Eun Sung) de ser atropelado, Se Yeon revela o que sabe sobre seu dom. Naturalmente, Jung Hoon se apaixona pela moça (velha) e procura superar a diferença de idade entre eles.

Never Die é mais uma daquelas séries de K-drama curtinhas que você assiste numa sentada. Apenas 5 episódios de 15 minutos cada que foram lançados de uma vez no dia 27 de outubro de 2015. Sempre ao final do episódio, o tal feiticeiro aparece para revelar pistas sobre o segredo da imortalidade de Se Yeon e seu ponto fraco que pode ser a chave para o fim do encantamento. É uma história legal e simples. Quase um conto de fadas do século XXI.

O K-drama estreou na Netflix em 28 de junho de 2016.

sábado, 30 de julho de 2016

Gai Kurenai se livra da suspeita de ser o Ultraman Orb por um detalhe boboca

Ninguém vai suspeitar mais de Gai na série? (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

A nova série da Tsuburaya vem mostrando ser boa e surpreende. Mas tem horas que exagera um pouco nos momentos de comédia com o trio do SSP (Something Search People). Então, é legal ter uma equipe anti-monstros diferente/improvisada como a liderada pela Naomi Yumeno. A gatinha (sim, ela é muito bonita) tem bom humor junto de seus subordinados, além de ser um páreo e tanto para um possível romance entre Gai Kurenai. E isso é o que muita gente que acompanha Ultraman Orb espera.

Só que o pessoal da SSP fizeram algo até então impensável numa série tokusatsu. No episódio desta sexta (29), Orb é vencido temporariamente e cai do meio do espaço para a Terra. A cena lembrou um pouco o episódio 18 de O Regresso de Ultraman em que Jack é salvo por Ultra Seven, antes do herói principal receber o Ultra Bracelete de seu antecessor.

A queda gerou uma cratera do tamanho (gigante) do Orb e Gai voltou à sua forma humana (normal). Até aí isso poderia ficar na vista que Gai e Orb são a mesma pessoa, correto? Mas tem um detalhe: Juggler atacou o seu rival e o arremessou para longe. Melhor, um perto da tal cratera.

O caso virou um debate bobo entre Jetta Hayami e Shin Matsudo sobre isso. A conclusão de Matsudo foi que isso é impossível, pois Orb é gigante e Gai tem tamanho humano. Nada a ver, segundo estes noves fora. E o pior disso tudo que que Gai estava bem pertinho da cratera de onde Orb caiu e o gigante já não estava mais lá. Será que não sobrou um pinguinho sequer de suspeita - apesar da distância considerável?

A verdade é que não só eles, mas também Naomi e Shibukawa (o agente da VTL) poderiam suspeitar ali mesmo, pois era mais do que óbvio o que estava debaixo do nariz de todos. Bem, em todo o caso Gai se livrou de uma relevação bombástica que poderia pôr em cheque sua identidade secreta. E isso tudo por causa da simples inocência boba dos personagens. Mas isso não quer dizer que a série seja ruim, entenda. Particularmente eu espero que Ultraman Orb não caia no mesmo mal de séries Super Sentai mais recentes como Ninninger e ToQger, por exemplo. Um pouco de comédia faz bem, mas como diz o velho ditado: tudo demais é veneno.

Ultraman Orb tem potencial pra mostrar que pode andar sem essa muleta. A rivalidade entre Gai e Juggler tem ajudado a salvar a série.


A cratera da queda de Orb (Foto: Reprodução/Crunchyroll)