terça-feira, 26 de setembro de 2017

Ultraman Leo ganha reprise no canal Tokyo MX


No dia 11 de outubro, o último episódio de Ultra Seven vai ao ar pelo bloco Tsuburaya Gekijô, do canal Tokyo MX 2. Desde o dia 5 de outubro do ano passado, o clássico era exibido regularmente às quartas-feiras em horário nobre, entre 23:00 e 23:30.

A partir do dia 15 de outubro, o Tsuburaya Gekijô muda de horário para os domingos, das 13:30 às 14:00. Nesta data começa a reprise de Ultraman Leo na Tokyo MX 2. Trata-se de uma continuação indireta do clássico de 1967 e conta com Kohji Moritsugu mais uma vez na pelo do herói Dan Moroboshi, agora Capitão do grupo anti-monstros MAC. O clássico de 1974 foi estrelado por Ryu Manatsu como o então novato Gen Ootori. O título já pode ser visto na grade de programação de outubro da Tokyo MX.

Ultraman Leo é exibido no Brasil pelo canal de streaming Crunchyroll. Leia mais sobre a série aqui.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Aliança entre Freeza e Frost mudaria os rumos de Dragon Ball Super

Freeza & Frost, uma parceria que não passou de um blefe (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

Quando o primeiro grande vilão de Dragon Ball Z voltou do inferno, uma das coisas que pudemos imaginar era uma parceria entre ele e sua contraparte do Sexto Universo. Poderia ser um fanservice que favorecesse ou não a atual fase de Dragon Ball Super. Dependeria da boa vontade de Akira Toriyama.

De alguma forma ou de outra, a parceria entre Freeza e Frost era uma aliança que tinha tudo pra mudar os rumos do torneio que está decidindo a sobrevivência dos Doze Universos. Infelizmente tudo não passou de um blefe do próprio Freeza que armou contra Frost, afim de favorecer o seu time do Sétimo Universo e deixá-lo de fora da competição.

Pela primeira vez vemos um pingo de lealdade em Freeza. Um sujeito que ficou conhecido por sua covardia durante as sagas. Foi um acerto de Goku em ter pedido a ressurreição do vilão para fechar os dez guerreiros? Ainda é cedo pra sabermos. Freeza é um frio e calculista e pode estar armando algum plano para aniquilar tudo e todos nesse torneio. Só vamos ter certeza mesmo quando isso acabar. Está estranho demais pra ser verdade.

domingo, 24 de setembro de 2017

Neo Yokio é a maior enganação da Netflix

Kaz Kaan, o caçador de demônios

Esse animê tinha sido anunciado há poucos dias pelo canal de streaming, ainda em setembro. Neo Yokio é uma série exclusiva da Netflix em parceria dos japoneses Studio Deen e Production I.G. Inicialmente chama atenção por ter o roteiro de Ezra Koenig, vocalista da banda americana de rock Vampire Weekend. Além de Kazuhiro Furuhashi (de Samurai X) na direção e storyboards.

Kaz Kaan (dublado pelo ator e rapper americano Jaden Smith) é um "adolescente" de 20 anos que curte festas, participa de um time de hóquei e acima de tudo é conhecido como "o solteirão mais cobiçado de cidade Neo Yokio". Além de sofrer com um fim de um relacionamento e rivalizar contra o galã Arcangelo Corelli (Jason Schwartzman), Kaz carrega a missão de exorcizar demônios. Função passada de geração em geração desde o século XVIII, quando aconteceu o primeiro grande ataque sobrenatural na cidade (não confunda o nome com Neo Tokyo, de Akira). Kaz mora com sua tia Agatha (Susan Sarandon) e conta com a ajuda do robô-mordomo Charles (Jude Law) que ainda pode tocar música clássica e coisas do tipo.

No primeiro episódio, Kaz precisa salvar Helena, uma blogueira que está possuída por um demônio. Após o exorcismo, Kaz tenta um relacionamento com a garota e passa a ser xavecado por outras beldades da cidade. Com todo um jeitão americano, o animê tenta divertir com personagens que prometem carisma. O chato é que a série tem aquelas velhas pressões batidas diversas vezes por produções americanas. O tom burguês e de alta sociedade pode causar estranheza para algum fã de animação japonesa (esta especificamente é uma produção nipo-americana).

Aparentemente seria uma série sobre exorcismo com pitadas de humor. Algo mais frenético e um pouco de alívio cômico. Isso julgando pelo que foi visto no trailer. Logo na segunda metade da série, de um total de seis episódios da primeira temporada, o roteiro decai bastante. O que seria um animê de ação e comédia vira uma propaganda de inclusão. Ou seja, começamos a achar que Neo Yokio não é a melhor série da Netflix (trocadilho infame com o título do último episódio). Foi uma enganação do canal de streaming pra atrair um público com um suposto plot que tinha tudo pra vingar se caminhasse como o esperado.

Aqui não há nenhum juízo sobre ideologias. O peso em questão é o enredo que ficou de lado. Bem, há quem diga que é a melhor série. Não é. O fato é que Neo Yokio causou uma expectativa e desviou a mira para um outro público específico. Dividiu opiniões e boa parte do público se desagradou com a série. No fim das contas, não empolga e dá muito sono. O espantamento da capetada ficou de lado.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Black virou um Kamen Rider "pejorativo" no fandom brasileiro

Kamen Rider Black e seus antecessores

Geralmente quando se fala de Kamen Rider no Brasil, logo vem a imagem do Kamen Rider Black, certo?. Afinal ele foi o primeiro a passar no Brasil e foi uma das poucas séries da franquia que passaram no Brasil, junto de Kamen Rider Black RX, sua adaptação americana Masked Rider e mais Kamen Rider - O Cavaleiro Dragão (adaptação nipo-americana de Kamen Rider Ryuki).

Nos últimos tempos, Black ainda é considerado como "o melhor Kamen Rider". Pela visão saudosista é até compreensível. Não seria problema nenhum se não fossem as discussões acaloradas em fóruns e redes sociais onde colocam o nosso Black Sun no pedestal e acabam diminuindo o valor dos Riders mais antigos e dos Riders da era Heisei. A desculpa é que os Riders da era Showa "são toscos" e mais discussões tolas pra saber quem é o Rider "menos macho" desta geração e outras asneiras. Nem preciso dizer que são afirmações sem a menor análise e interesse em se aprofundar na franquia. Puro preconceito.

O tempo passou, muita gente ainda prega o Black como "o melhor de todos e mais ninguém" e a imagem do herói vai se desgastando no fandom brasileiro. O excesso fez com os fãs ficassem mais divididos até que os saudosistas do homem mutante levassem a alcunha de "viúvas do Black". Sendo assim, Kamen Rider Black virou um herói "pejorativo" entre os fãs brasileiros. Ou seja, quem menciona Issamu Minami como uma referência para explicar sobre a franquia para leigos é taxado de "viúva". E acredite. Acontece o mesmo com alguém que esteja revendo a série e se atualiza com as séries novas/recentes, busca os clássicos setentistas da franquia e por aí. Falou no Black? O cidadão é automaticamente chamado de "viúva". Parece até pecado, punição ou o simples fato de rever a série vira motivo para o espectador ser rebaixado e até discriminado por outros fãs.

Acompanhar uma clássico não é o problema. E sim quando colocam um herói como pedestal e faz dele motivo de briga, como ocorre em diversos papos de roda sobre futebol, política e religião. Também é um problema quando não há informação e pesquisa e/ou divulgam unicamente a mesmice de sempre pra abordar sobre uma vasta franquia. Kamen Rider Black é um clássico respeitável, porém existem séries melhores do que essa, incluindo mais antigas e de outras franquias (como Ultra, por exemplo). E é preciso que se diga que também há séries Kamen Rider bem legais dos anos 2000 pra cá. É só ter a boa vontade de correr atrás e conferir.

Se a pessoa só conhece o Black, ofereça pelo menos uma série antiga e outra atual para ela assistir. Recomendação é uma boa atitude, não fere ninguém e é um pontapé inicial para um debate inteligente/amigável. Faça um teste e deixe a pessoa a vontade para escolher. É melhor do que encher o saco de alguém que gosta daquilo que você talvez não gosta ou nem era da sua época e sair rotulando a toa.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Mudança de horário de Kamen Rider e Super Sentai é desleal para Dragon Ball e One Piece e vice-versa

Recém lançado na TV japonesa, Kamen Rider Build se tornará rival de Dragon Ball Super

Daqui a duas semanas acontecerá a mudança de horário das séries Kamen Rider e Super Sentai na TV Asahi. Até o próximo dia 24 de setembro, Kyuranger será apresentado às 7h30 e migra de horário para às 9h30 da manhã a partir de 1 de outubro. Kamen Rider Build ainda é exibido às 8h da matina e no mês que vem será exibido dominicalmente às 9h. A mudança é necessária, pois ambas as franquias já não tem mais a mesma audiência que antes. Porém não será fácil. Ambas as séries vão disputar audiência respectivamente contra Dragon Ball Super e One Piece, da Fuji TV.

São duas séries tokusatsu produzidas pela Toei Company contra dois animês da Toei Animation, subsidiária da empresa. Nos dias 1 e 8 de outubro a Fuji TV apresenta, respectivamente, episódios de uma hora de duração de One Piece e Dragon Ball Super. Não dá pra dizer que é uma estratégia ou se era algo programado como vários meses de antecedência. Mas não deixa de chamar atenção e deixar o público japonês dividido. A Fuji TV poderia mudar de horário quando quiser? Até pode. Mas o padrão da TV japonesa e de outras mídias com rádio, por exemplo, promovem eventuais mudanças de horário trimestralmente. Por isso vemos várias estreias e mudanças de horário nos meses de abril, julho, outubro e janeiro. Uma mudança repentina da dobradinha de animês requer uma mexida na grade da emissora. A organização é maior do que na TV brasileira que sempre sofreu com mudanças repentinas.

A Toei Company está praticamente de mãos atadas quanto à mudança. Isso devido a estreia do jornalístico Sunday Morning em 1 de outubro, entre 5h50 e 8h30 na TV Asahi, conduzido pelo ator/cantor Noriyuki Higashiyama, membro do grupo pop idol Shonentai. Entenda que aqui não é nenhum prejulgamento sobre a nova atração. Porém não dá pra dizer quem vai se sair melhor na faixa dominical da 9h da manhã. É um tanto desleal para os patrocinadores dos heróis, o resultado será totalmente imprevisível e quem pode sair ganhando mesmo será o Sunday Morning que deve trazer um misto de informação e variedades. Um apelo necessário para uma grande emissora como a TV Asahi, apesar do problema que pode gerar para os patrocinadores das séries infanto-juvenis das duas emissoras. Cedo ou tarde a Fuji TV pode sentir a necessidade de mudar o horário dos animês. O tempo e os números de audiência dirão.

PS: A título de curiosidade, outubro que vem trará um tempo não muito favorável para a Nagoya TV. A emissora vai extinguir seu bloco de animês que esteve no ar por mais de 40 anos. Foi lá onde a série original de Gundam era exibido pela primeira vez na TV japonesa. Motivo da extinção: baixa taxa de natalidade.

sábado, 16 de setembro de 2017

Dana e Ryan Mitchell reaparecem em fan film dedicado ao Power Rangers o Resgate

A bela Dana Mitchell está de volta

O vídeo saiu nesta semana no YouTube pelo canal Chris Cantada Force, de um fã americano de Power Rangers. E foi bem inusitado por trazer de volta a bela atriz Alison Maclnnis, a Dana Mitchell/Ranger Rosa da série Power Rangers o Resgate, oitava temporada da franquia da Saban. Lá ela aparece para o Chris pedindo para que ele a ensine como fazer a coreografia da morfagem Lightspeed, com a desculpa de que havia esquecido após vários anos.

O fan film de três minutos e meio conta também com as participações de Rhett Fisher e Ron Roggé. Respectivamente Ryan/Ranger Titanium e Capitão Mitchell da temporada. Foi rápido, porém engraçado e vale para ver como seria a volta da família Mitchell após 17 anos.

Assista ao vídeo:


sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Super Campeões: 20 anos de um fiasco no país do futebol

O determinado time Nankatsu

O sucesso d'Os Cavaleiros do Zodíaco rendeu um filão de animes na TV aberta. Na extinta Rede Manchete, mais precisamente, Seiya e cia foram importantes para os lançamentos de Sailor Moon, Samurai Warriors, Shurato e do bloco U.S. Mangá em 1996. No dia 24 de março do ano seguinte estreava YuYu Hakusho na programação e fez muito sucesso entre o público jovem.

Como todo ciclo tem seu final, os defensores de Atena se despediram da programação regular em 12 de setembro de 1997. Uma sexta-feira. No horário das 17h às 17h30, a Manchete reprisava o episódio 73, o último da saga das Doze Casas. A partir do dia 15 de setembro (segunda-feira) houve duas mudanças na programação de fim de tarde da extinta emissora carioca. No lugar de Cavaleiros era exibida a reprise de WMAC Masters, série norte-americana de artes marciais licenciada no Brasil pela Samtoy e que já estava sendo exibido em outro horário até a semana anterior: de segunda à quinta às 19h. A faixa que era de WMAC Masters no horário nobre foi ocupada por um novo anime, também trazido pela Samtoy, e que tinha um apelo diferente e tudo a ver com o Brasil: o futebol.

Super Campeões estreou por aqui 9 meses antes da Copa do Mundo de 1998, sediada na França. Seu título é Captain Tsubasa J e passou originalmente na emissora japonesa Fuji TV entre 21 de outubro de 1994 e 22 de dezembro de 1995. Foram 47 episódios semanais exibidos nas noites de sexta produzidos pelo Studio Comet. Na verdade essa foi a segunda versão animada da franquia Captain Tsubasa para a TV. A primeira é inédita no Brasil e foi ao ar entre 1983 e 1986, totalizando 128 episódios produzidos pela extinta Tsuchida Production e tinha uma narrativa mais infantil e trilha sonora contagiante. Mas tudo começou mesmo a partir da publicação do mangá original de 1981 pela Weekly Shonen Jump. Captain Tsubasa foi criado pelo mangaká Yoichi Takahashi e rendeu 18 séries de mangá desde então até 2004 quando saiu a publicação Rising Sun, de apenas dois volumes. 

Na época de Captain Tsubasa J, o Japão jamais havia participado de uma Copa. Coisa que só aconteceu a partir de 98. Desde então a seleção japonesa participou de todas as edições até o momento e jamais chegou à uma final. Com todo um surrealismo e efeitos que "romantizavam" as partidas ao melhor estilo de animação, Super Campeões narrava a jornada de Oliver Tsubasa (Tsubasa Oozora; nome e sobrenome na ordem), de 11 anos de idade, para se tornar um jogador de futebol e conquistar o mundial. Oliver conhece Roberto Maravilha (Roberto Hongo), considerado na ficção como o melhor futebolista brasileiro, que o treinara a partir de então.

Oliver desafia o esquentado goleiro Benji (Genzo) Wakabayashi e logo entra para o time juvenil Nankatsu onde se destacam Carlos (Taro) Misaki, o patético Ryo Ishizaki, além da durona líder de torcida Néia (Sanae) Nakazawa. O time de maior rivalidade foi Meiwa, que contava principalmente com o destemido Kojiro Hyuga e o estiloso goleiro Ken Wakashimazu. Sem contar outros times que passaram pela série. No meio da trama, Oliver conquista a carreira de jogador de futebol e representa o São Paulo FC. Numa partida realizada no Maracanã, Oliver enfrenta o rival Carlos Santana e seu time do Flamengo (originalmente chamado no anime de Flanoria). Oliver serviu de inspiração para outro jogador, Shingo Aoi, que aparece nos episódios finais e tem o sonho de ser um grande jogador. Captain Tsubasa J foi baseado em dois mangás da série: a original e a saga World Youth Hen (de 1994).


Ayako Yamazaki, a verdadeira
intérprete do tema de encerramento
A série clássica que passou no Brasil foi o último anime lançado na Manchete. Na época, várias revistas especializadas apontavam uma possível estreia de Ranma ½ em 1998, via Tikara Filmes. Infelizmente isso não aconteceu devido à crise que extinguiu a emissora carioca em maio de 1999. Super Campeões estreou numa má fase da Manchete. Teve um sucesso mediano e não obteve a mesma popularidade de Yusuke Urameshi e sua turma. O título teve mais êxito no México e na Itália, mas a empreitada não se repetiu no Brasil. Ironicamente o título foi um fiasco em pleno país do futebol e talvez seja o menos lembrado daquela geração, embora não tenha passado despercebido na época. A versão brasileira foi adaptada para ligar à última edição da Copa do Mundo do século XX. Com direito à risível narração ao estilo de locução de uma genuína partida de futebol que gritava "torcida brasileira" -- em plenos jogos com japoneses em campo. A marcante dublagem foi realizada pela extinta Gota Mágica.

Os temas brasileiros de abertura e encerramento eram infantis e bacaninhas, porém inferiores aos originais que infelizmente foram suprimidos. O single "Fighting!" ficou conhecido no Brasil quando era tocado como inserção em alguns episódios. Foi interpretado pela dupla FACE FREE e fez parte das duas versões de abertura da série. Já "Otoko Darou!" foi o tema de encerramento cantado pela idol Ayako Yamazaki, que se encontra fora dos palcos desde 1998. Veja os vídeos de suas respectivas apresentações ao vivo logo abaixo.

De outubro de 2001 a outubro de 2002, a TV Tokyo exibiu a terceira versão animada intitulada Captain Tsubasa: Road to 2002. Os 52 episódios desta versão foram exibidos no Brasil via Cartoon Network e RedeTV!. Ainda como Super Campeões, o resultado desta nova chance de emplacar popularidade - com uma nova cronologia - foi de sucesso mediano.

Super Campeões é um bom exemplo de história com determinação, vitória, amizade e outros elementos exigidos pela Shonen Jump. É uma série divertida para rever já nos meses que antecedem a Copa de 2018.

Assista ao vivo do inédito tema de encerramento cantado ao vivo por Ayako Yamazaki:

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Tubarão vira referência em novo pôster de Stranger Things

A segunda temporada de Stranger Things vem aí em 27 de outubro pela Netflix. Seguindo às referências aos clássicos oitentistas de Hollywwod, foi divulgado um pôster que homenageia Tubarão, filme de 1975 dirigido por Steven Spielberg.

Veja e compare:

O novo pôster promocional da segunda temporada

O pôster do filme Tubarão, de 1975

Pokémon celebra aniversário da Netflix no Brasil

Ash e sua turma no catálogo do canal de streaming (Foto: Reprodução/Netflix)

A Netflix completa 6 anos no Brasil nesta quinta-feira (14). Para celebrar a data, vários personagens que figuram o catálogo infanto juvenil do canal de streaming como Dinotrux e Rei Julien, por exemplo, celebram a data através de vídeos comemorativos - e temporários. Uma singela homenagem de cada série.

Um dos destaque vai para Ash, Pikachu e cia. O vídeo tem cenas de um dos episódios de Pokémon com muita celebração, barulho, comida e todos cantando parabéns e agradecendo aos antigos e novos fãs da animação.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Kamen Rider Ex-Aid desconstruiu homens e famílias?

Rosa sim e muito macho, sim, Senhor!

A internet é um terreno fértil para as mais altas bizarrices e criações de lendas urbanas. Essa surgiu durante o feriadão, através de um vídeo que fala sobre "desconstrução do homem" e tentando ligar o assunto aos Riders de ontem e de hoje. Mais especificamente sobre uma comparação entre Kamen Rider Black (1987) e Kamen Rider Ex-Aid (2016). Fora tentativas de associar a franquia com esquerdismo, bandeiras de diversidade sexual, destruição familiar e coisas que estão anos-luz do verdadeiro propósito da franquia da Toei.

Eu não discuto essas questões. Mas aqui vale a defesa em dizer que as séries Kamen Rider mudaram não para agradar minorias (e nem deve ficar nas mãos destes "especialistas", seja da direita ou da esquerda). Em Ex-Aid há mensagens sobre companheirismo, família e coisas do tipo. Foi uma declaração exagerada e fora do contexto, tentando ligar uma coisa com outra que não tem nada a ver. Se é por causa da cor do herói, isso não é um fato determinante que vai mudar a sexualidade de quem assiste nem a identidade do herói. Tivemos outros dois Riders que vestiram rosa: Kamen Rider Raia (de Kamen Rider Ryuki) e Kamen Rider Decade. Ambos são héteros. Já tivemos dois personagens gays na franquia: Kaba-chan em Kamen Rider Wizard e Kamen Rider Bravo em Kamen Rider Gaim. Foram casos isolados e não houve influências nas crianças nem muito menos imposições de ideologias.

O episódio só tende a reforçar algo bem chato no fandom brasileiro. O preconceito de boa parte dos saudosistas que teimam em colocar o Black no pedestal como o "melhor Kamen Rider de todos os tempos" e taxar os Riders como afeminados ou coisa assim. O chato é ver que ainda tem gente que quer especular sobre a sexualidade dos atores e dos personagens. Tá certo que Issamu Minami tem seu valor e é uma das referências de um grande e destemido herói do passado. Mas venhamos e convenhamos: ele não era nenhum Schwarzenegger, nem um Stallone, um Seagal, tampouco um Chuck Norris da vida. Por mais que a intenção seja boa, o discurso pareceu mais um pretexto para inflamar um mito que já deveria ter acabado há muito tempo. Ou seja, opinião sem base naquilo que está sendo debatido. Os tempos mudaram e existem certas coisas que não são mais como antigamente. Paciência.

Na realidade, Kamen Rider é uma franquia que teve constantes mudanças, principalmente nos visuais e nas narrativas. Alguns exageros surgem aqui ou ali, mas no geral são boas séries e que continuam trazendo valores para o público (algo que certos brasileiros precisam aprender para viver). São histórias que contam sobre lutas do bem contra o mal. E todas elas estão anos-luz de levantar bandeiras de minorias, maiorias, políticas, religiosas, futebolísticas, etc.

Isso não é exclusividade dos Kamen Riders. As franquias Super Sentai e Ultraman também sobrevivem de propaganda infantil. Caso não saiba, isso continua firme e forte e não deve desaparecer tão cedo no Japão. Ao contrário do Brasil que restringe esse tipo de divulgação e perdeu espaço para outros nichos de programação. Nem há o que comparar a realidade daqui com a do Japão.

São situações assim que geram lendas urbanas por anos a fio. E por aí vai algo que está sendo compartilhado irresponsavelmente, sem a menor pesquisa e com informações distorcidas. Lamentável!

Assista ao vídeo e pasme com tamanha desinformação:

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Segredo de Ultraman Geed era um enigma que ninguém acertaria

Riku no episódio deste fim de semana (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

O episódio desta sexta (8) de Ultraman Geed foi um dos mais legais até agora. Talvez pelo meu favoritismo por lances românticos, digamos. Surgiu uma alienígena chamada Satoko, uma Zobetaiana que pode ler as mentes das pessoas. Não demorou para a mesma descobrir que Moa (quem estava de guarda da jovem alienígena) tem uma paixão não correspondida.

A agente da AIB é amiga de infância de Riku Asakura. Além de manter segredo de sua missão, ela esconde o que sente pelo rapaz. Satoko descobriu coisas como que Riku ser um alienígena (ou pelo menos é filho de um como sabemos) e morar junto com Laiha. O seu segredo de Riku era um mistério até o fim deste episódio. Ficou claro que ele guarda algum sentimento por Moa, a mesma por ele e ambos estão disfarçando. Não é o bom momento, é claro. Só que ninguém esperava por essa. Já dá pra sentir que o rumo mudou nesse sentido. É que há alguns episódios algo deixou a entender que Riku pudesse guardar algum sentimento por Laiha. Mesmo que ela banque a durona e não assuma que gosta dele, isso ficou claro.

É bom lembrar que Riku tinha passado a se determinar a proteger alguém muito importante para ele. Esse alguém importante ficou subtendido que poderia ser Laiha, mas com esta revelação o rumo pode mudar. Quem estava torcendo pela espadachim, deve ter se frustrado.

Esse segredo de Riku guardava um enigma que talvez ninguém poderia suspeitar, já que haviam pistas que apontavam o contrário antes do episódio da semana. Parte do rumo mudou com essa revelação não admitida. Poderia haver suspeitas quanto Riku gostar de Moa, mas era praticamente incerto até então.

Coisas assim divertem o público e foi uma boa jogada da Tsuburaya. Quanto mais imprevisível, melhor.

PS: E não menos importante, Zandrias, monstro da série Ultraman 80, reapareceu neste episódio de Ultraman Geed, após sua primeira aparição em abril de 1980.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Akira: 25 anos depois, o fenômeno está de volta às telonas

Akira em única exibição nesta semana

Foi em meados de 1992 quando o Brasil teve o primeiro contato com Akira. Um filme que revolucionou a animação japonesa em todo o mundo. Na época foi um desafio muito grande para a distribuidora Sato Company lançar esse material nos cinemas brasileiros, visto o enorme sucesso de desenhos voltados para o público infanto-juvenil.

Só que o filme é destinado para o público jovem/adulto. Algo que até então era inexistente no mercado brasileiro quando o assunto era animação. A primeira passagem da obra de Katsuhiro Otomo por aqui durou cerca de um ano e aconteceu através de circuitos em várias cidades do país. Formato adotado até recentemente pela distribuidora com outros títulos como Mordomo de Preto, por exemplo. O mangá publicado no começo dos anos 90 pela Editora Globo também ajudou a impulsionar a popularidade do anime. O resultado foi de filas enormes e um público que estava curioso para ver o que aquilo realmente se tratava. Isso numa época onde ainda não havia o boom de Cavaleiros do Zodíaco, sucesso que definiu a popularidade dos desenhos japoneses no Brasil até os dias de hoje.

Agora, 25 anos após o primeiro lançamento nacional, Akira volta às telonas mais uma vez por intermédio da Sato Company. Acontecerá uma única exibição marcada para esta quarta-feira (6) através das salas de cinema da rede Cinemark. O momento é propício, pois o título atualmente está em evidência no mercado por conta do lançamento do mangá no formato original de 1982 - em português - pela Editora JBC. O hype também foi marcado pelo lançamento da música "Neo Tokyo", o primeiro single do Danger 3, trio formado por Ricardo Cruz, Rodrigo Rossi e Larissa Tassi. Nomes conhecidos por versões brasileiras de temas de Cavaleiros, Dragon Ball e Rayearth. (Leia mais sobre o Danger 3 no blog Sushi POP, do mestre Alexandre Nagado.) Sem contar que o filme está disponível no catálogo da Netflix. Claro, nada comparado ao momento ímpar de assistir o clássico em tela grande e com qualidade superior ao que pode ser oferecido pela TV.

A adaptação de Akira para o cinema começa no dia 16 de julho de 1988 - data de estreia no Japão - quando uma grande explosão destrói Tóquio. Logo é deflagrada a Terceira Guerra Mundial. Com o passar do tempo, a capital japonesa foi reconstruída e batizada como Neo Tokyo. Não demora muito para sermos apresentados à realidade alternativa do ano de 2019. Neo Tokyo está prestes a sediar as Olimpíadas do ano seguinte. O cenário é caótico e dominado por ataques terroristas. Sem contar com o retrato de uma juventude transviada (apesar dos pesares, algo distante do que acontece na vida real da terra do sol nascente).

A trama gira em volta de Kaneda e Tetsuo. Dois amigos que participam de uma gangue de motoqueiros que disputa com outra rival chamada de Os Palhaços. O destino desses garotos muda quando Tetsuo encontra Takashi, uma criança de aparência estranha e portadora de poderes paranormais. Ao salvar Takashi, Tetsuo sofre um acidente de moto e logo é levado pelo exército liderado pelo Coronel Shikishima. Tetsuo retorna com um extraordinário poder que por algum motivo está ligado ao Akira, o mesmo causador da extinção da antiga Tóquio, 31 anos antes dos eventos do filme. Enquanto isso, Kaneda parte para salvar o amigo e ao mesmo tempo evitar a dominação da humanidade.

Prestes a completar três décadas em 2018, Akira ainda é um fenômeno da animação japonesa e considerado até hoje como um grande sucesso em todo mundo. A nova experiência deve marcar um momento inesquecível para quem tiver de perto a oportunidade de prestigiar o cult. Para quem acompanhou Akira nos anos 90, a sensação pode ser de revival. Além da emoção, escutar aquele sonoro nome:

KANEDAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!...

Akira estará em cartaz pela rede Cinemark em versão digitalizada/remasterizada apenas no dia 6 de setembro, véspera de feriado, em única sessão, a partir das 20h40. Mais informações sobre ingressos e locais de exibição aqui.

Assista ao trailer:

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Dois erros de continuidade no mesmo fim de semana em Dragon Ball Super e Kamen Rider Build

Cena final do episódio 105 de Dragon Ball Super (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

Parece inútil comentar esse tipo de coisa, mas não deixa de ser curioso. No final episódio deste domingo (3) de Dragon Ball Super notei uma diferença de dois minutos entre o episódio anterior e o mais recente. É que todo final de episódio desta fase do torneio dos Doze Universos há uma contagem de quanto tempo falta para tudo ficar decidido de vez. Um episódio inteiro dura vinte e poucos minutos. Não é de hoje que a franquia não vê o tempo passar, digamos assim. O exemplo mais clássico é a fusão de Gotenks (Goten + Trunks) na saga de Majin Boo em Dragon Ball Z. Eram 30 minutos que duravam uns dois ou três episódios. Até aí isso é "normal" para a obra de Akira Toriyama e dá pra levar de boas.

Só que o que chamou a atenção deste blogueiro é que o mais novo episódio - de vinte e poucos minutinhos - durou 2 minutos. Foi um bom episódio, inclusive, mas que desperdiçou Tenshinhan que poderia ser aproveitado numa luta mais espetacular do que essa que foi apresentada. Essa contagem foi feia pelo Zen'O? Vai entender, né? Compare e tire suas conclusões:

Uma batalha suada que durou dois minutinhos

Ainda ontem aconteceu a estreia de Kamen Rider Build (futuro concorrente de Goku a partir de outubro que vem). Ainda é cedo pra avaliar as primeiras impressões, mas foi uma boa estreia e a premissa é interessante. Por sinal esta deve resgatar o clima dos primeiros Heisei Kamen Riders e este provavelmente será o último da atual era que está chegando ao fim. Tem lá o lance do cabelo do Sento Kiryu ficar levantando e tal, mas acho desnecessário, mesmo para um programa infanto-juvenil. Claro, isso é só um detalhe que não deve atrapalhar a trama.

O erro de continuidade - ou proposital mesmo - é quando o mais novo Rider salva o fugitivo Ryuga Banjo de ser capturado pelos soldados do Instituto Touto. Os tiros acontecem numa pequena-média distância de onde Ryuga estava. De primeira a gente pensa "como esse tiro não pegou eles?", mas em câmera lenta vemos que o tiro foi no chão mesmo e as armas apontavam para o alvo. Foi de propósito? Foi erro de continuidade do roteiro? Sabe-se lá. Isso era algo bem comum em séries antigas da Toei e todo mundo levava de boa. Coisas assim acabam divertindo a gente. Repare aí:


quinta-feira, 31 de agosto de 2017

O que aconteceu com o Senpai TV?

Clayton Ferreia no comando do Senpai TV (Foto: Reprodução/Rede Brasil)

A estreia aconteceu há quase um ano e na época escrevi dois posts no blog sobre o Senpai TV. Num desses eu disse que o programa era curto pra tanta informação sobre anime e que deveria ser um programa sobre curiosidades. A fórmula era batida e não convencia mais: apenas ter alguém para apresentar uma série japonesa como acontecia nos anos 90 pela extinta Manchete.

Há algum tempo passei a assistir novamente o Senpai TV e é notória a mudança, se comparado às impressões da época. Pode-se dizer que agora o programa se tornou mais atrativo para quem gosta de relembrar clássicos e se informar sobre as novidades num bom papo-de-roda com convidados. Diferente de quando começou no final do ano passado, o apresentador Clayton Ferreira está conduzindo o programa com segurança e sem brincar de elevar o cosmo em frente às câmeras como fazia antes. Ele está mandando muito bem na condução do programa. Os assuntos estão variados e com um conteúdo bacana para ser assistido e apreciado.

A Rede Brasil acertou a mão com o Senpai TV que merecia um programa num estilo mesa redonda sobre cultura pop japonesa. O tempo é limitado, mas um pouco maior do que antes. Uma dose ideal para atrair atenção do público que sente falta desses assuntos na TV brasileira. Todos estão de parabéns.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Tivemos um Mestre Kame totalmente diferente no episódio da semana de Dragon Ball Super

Kame no durante a recente fase do torneio (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

Se você está acompanhando Dragon Ball Super, deve ter percebido o esforço de Mestre Kame para abandonar os seus desejos mundanos (como o próprio assim diz) nos últimos tempos para participar do torneio que decidirá o destinos dos Doze Universos. Uma característica forte que do Mestre até pouco tempo era sua tara por mulheres.

No episódio desde domingo (27) vimos o resultado. Kame lutou contra alguns guerreiros do Quarto Universo. Uma desses foi a graciosa Caway (leia Kawei) que apelou um pouco pra sedução, foi resistida e pulou fora da batalha ao ver o quanto Kame poderia ser forte diante dela. O chamariz de verdade foi a luta violenta de Kame contra Ganos. Kame mostrou sua evolução e a impressão é de ver outro personagem. Pro lado positivo, é claro, já que não dava pra manter sempre o bom humor pastelão. Sua experiência foi um fator que contribuiu para sua acirrada vitória.

Foi um episódio simplório e ao mesmo tempo significativo. Foi um dos melhores até agora nessa fase do torneio. Não se sabe se após o torneio Kame voltará a ter aquele jeito safadão de ser, mas só ele superar isso e dominar o Mafuba sem lhe afetar a vida são algo que conta bastante para o crescimento do personagem.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Após 14 anos, Gilberto Barros volta a falar sobre Yu-Gi-Oh!

O apresentador Gilberto Barros

Se você viveu junho de 2003 provavelmente irá lembrar de quando Gilberto Barros atacou impiedosamente Yu-Gi-Oh! em seu programa na Band, o extinto Boa Noite Brasil. Sem dúvida um capítulo sombrio e inesquecível - pro lado negativo da coisa. Anos atrás relembrei aqui o assunto em virtude da volta do anime por aqui pela Netflix.

Essa aconteceu no finalzinho de julho, quando saí em férias. Ainda dá tempo de comentar pois é um assunto que faz parte da nossa história, mesmo que da pior forma. Numa live via Facebook, Gilberto voltou a falar sobre o assunto depois de 14 anos de sua falsa polêmica na TV que irritou muita gente. Veja:


Tudo bem que Gilberto Barros não é especialista nem simpatizante de anime. Mas como comunicador ele deveria ter o mínimo de responsabilidade em pesquisar sobre o assunto antes de levar para a TV. Houve um debate final com gente que entendia do assunto e até com quem era extremamente contra (faz parte e é democrático), mas já era tarde demais. O medo dos pais desavisados estava instalado e isso provavelmente deve ser um dos fatores pra que o sucesso de Yu-Gi-Oh! fosse prejudicado na época. Lembro que a polêmica também foi assunto em vários segmentos religiosos.

Sobre a "carta que matava o pai" foi uma confusão na cabeça de Gilberto nessa entrevista. Na realidade ele se referia a uma cena do terceiro filme de Dragon Ball Z onde Gohan foi transformado no macaco Ozaru, ataca seu pai Goku e o vilão Tales diz em seguida que o filho esmagará o pai. Foi um sensacionalismo terrível e a produção do programa não levou em consideração que DBZ tinha acabado de ser exibido na Band. O que não foi mostrado é que o bem vence o mal e não foi diferente nessa história.

Gilberto pode não ter nada contra, pelo menos agora. Como pai, é compreensível ter esse tipo de preocupação. Mas é isso que atrapalha na hora de pesquisar. Leigos no assunto são propensos a acreditar em qualquer lenda urbana por aí. Foi o que aconteceu na época e a gente espera que esse tipo de vexame não aconteça nunca mais.

Como é um assunto superado, fica registrada as sinceras desculpas daqui do blog ao Leão. Bola pra frente. 😊

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Toshihiko Egashira diz que Haim Saban NÃO acabou com o tokusatsu no Brasil

Toshi em sua recente entrevista (Foto: Reprodução/JBox)

Após duas longas semanas - e um pequeno suspense que acabou logo após o final da temporada de Game of Thrones, o JBox finalmente lançou em seu canal no YouTube a última parte da ótima entrevista com o sr. Toshihiko Egashira. Também conhecido como Toshi (leia o apelido na paroxítona). No final da parte anterior, o empresário foi perguntado sobre o que ele acha da tal afirmação de fãs de Haim Saban ter supostamente acabado com o tokusatsu no Brasil com o lançamento de Power Rangers.

Toshi responde:

"Não. Ele na verdade difundiu no mundo esse formato de live action. É por causa dessa refilmagem por parte dos seriados onde aparecem o rosto de japoneses e mudava pros loirinhos, o moreninho e tal. E esse formato fez com que todas as emissoras no mundo aceitassem, inclusive aqui no Brasil pela Rede Globo. Mas eu não acredito que ele tenha acabado, não. Eu acredito que ele tenha difundido. O que talvez hoje está desgastado é porque o mercado já deu o que tinha que dar. Já deu, eu acho. Na época eu ainda tinha os direitos de exibição no Brasil. Pelo pedido da Toei "japonesa" me fez para vender pra ele pra ele ter o direito mundial, então, eu negociei com a Saban, sim. Somente negociação de papel."

Em 1995, Kamen Rider Black RX estreou no Brasil pela extinta Rede Manchete, enquanto nos EUA a sua versão americana, Saban's Masked Rider, ia ao ar na Terra do Tio Sam. Enquanto o filho do sol era exibido no Brasil, Rider nipo-americano foi exibido também por aqui pela extinta Fox Kids. Toshi fala a respeito dos direitos de Black RX no Brasil:

"A única vez que a Toei me pediu pra vender a minha parte dos direitos de exibição no Brasil foi do Metalder (e Spielvan). Do RX não. Eu acho que o Japão tinha vendido sem o Brasil porque tava na minha mão."

Com essa entrevista, o próprio Toshi, com sua simplicidade, derruba um mito que ainda tenta perdurar por mais de 20 anos. Tem aqueles fãs brasileiros que ainda demonizam Haim Saban dizendo que ele acabou com o tokusatsu no Brasil. O que não é verdade, pois na mesma época haviam reprises de Jaspion e cia, além dos lançamentos da época como Patrine e Winspector, por exemplo. Não custa nada lembrar que após o fim da Manchete tivemos Ultraman Tiga e Ryukendo na TV aberta, filmes do Ultraman na TV por assinatura e home-vídeo, além de materiais do tipo em canais de streaming como das franquias Garo, Ultraman e Power Rangers. Goste ou não, Toshi reconhece o potencial da franquia da Saban e sua importância para o mercado. O desgaste das séries japonesas veio naturalmente devido à saturação causada por outras emissoras na época do boom de Jaspion e Changeman e do próprio retorno do público. O fim da Manchete foi outro ponto crucial, já que era uma emissora que abria espaço para anime e tokusatsu na TV aberta. Outros tempos.

Nesta última parte, Toshi também fala sobre o fim da emissora dos Bloch, sua vida atual e lembranças dos tempos da Everest/Tikara. Lá ele afirma que não tem mais direitos das séries japonesas e que ainda guarda materiais.

"Se um dia acontecer alguma coisa de precisar, tá lá. Já tá dubladinho e tá prontinho, tá prontinho e tal. É só ter um aparelho compatível que possa rodar e mudar pra esse formato novo."

Na ocasião dos lançamentos de Jaspion, Changeman e Flashman em DVD pela Focus Filmes, Toshi cedeu as fitas masters com as respectivas dublagens clássicas.

Atualmente os direitos das mesmas citadas pertencem à Sato Company.

sábado, 26 de agosto de 2017

Novo Death Note é fraquíssimo e perde um elemento essencial

Ryuk, de Willem Dafoe, foi um dos poucos acertos do filme

Finalmente o tão comentado e temido filme norte-americano de Death Note já está entre nós. No ar desde a madrugada desta sexta (25) pela Netflix, a novidade é uma das mais comentadas entre o público que acompanha anime, principalmente por quem já acompanhou a história de Light Yagami e a sua pretensão em se tornar um "deus do novo mundo". Como era de se esperar, tem lá um jeitão americano (óbvio) só que com uma pegada mais teen. Embora o clima sombrio, o filme tenta agradar o público com um adolescente comum e meio distante do protagonista que conhecemos.

Assim é Light Turner (Nat Wolf, conhecido da comédia The Naked Brothers Band, da Nickelodeon): inconsequente, é metido em brigas e até apaixonado por uma garota. Tudo isso sem frieza alguma. Light mora com seu pai, o policial James Turner (Shea Whigham), contraparte de Soichiro Yagami. O primeiro encontro de Light com Ryuk (Willem Dafoe) já faz o espectador pensar que o garoto está mais distante do personagem original a começar com berros exageradamente horrorosos ao ver o demônio em sua frente (a palavra "shinigami" ou "deus da morte" são suprimidos). Com uma lista mais extensa de regras, o Death Note é escrito por Light que acaba compartilhando o caderno com sua grande paixão, Mia Sutton (Margaret Qualley). A garota é uma composição de Misa Amane, Kiyomi Takada e tenta ter a sociopatia de Light Yagami. Por algum motivo, ela sabe sobre a lenda do Death Note e não possui um próprio. O casal não tem a menor química. Por outro lado, James não tem uma equipe de investigadores e se alia ao L (Keith Stanfield) para tentar capturar o assassino conhecido como Kira. O L do filme tem o mesmo estranho jeito de se sentar e comer doces, mas este tem o hábito de esconder o rosto.

Death Note impressiona ao contar as mortes de forma mais sanguinolenta possível através dos efeitos especiais. Até aí é digno de filme de terror. Porém, a trama é cheia de furos e peca demais no desenvolvimento. Light não é tão discreto com o seu caderno da morte e aqui acolá deixava pistas soltas de seus assassinatos. Ele não faz o menor esforço para tentar fazer um crime perfeito e é potencialmente imaturo. Os eventos do filme passam rápido e o desenrolar acaba perdendo algo que é essencial no mangá/anime: o jogo psicológico entre Light e L. A oportunidade foi desperdiçada com uma investigação que sequer amarra o espectador na ponta do sofá. Tantos problemas e falta de interação fazem com que este Death Note seja um filme sonolento.

É impossível contar tudo o que acontece na trama original em apenas 1h40 de película (poderia ter um pouco mais de duas horas). Mas esta adaptação não emplaca com tantos problemas. Este Death Note pode valer como uma amostra para leigos e quem sabe agradar um ou outro que ainda não acompanhou a excelente obra de Tsugumi Ohba e Takeshi Obata. Mas os fãs de longa data devem sentir falta de elementos principais que poderia ser muito bem explorado e adaptados da melhor forma. Pelo menos Willem Dafoe esteve excelente como Ryuk e captou a essência do personagem. O rosto do antigo Duende Verde (do primeiro filme do Homem-Aranha), aliás, é perfeito para criar o "demônio". O ator Masi Oka, o Hiro Nakamura da série Heroes, é um dos produtores e aparece fazendo uma ponta. A trilha sonora é um dos poucos acertos. Os destaques mesmo vão para os clássicos "Take My Breath Away" da banda Berlin (tema de Top Gun) e "The Power of Love" (You Are My Lady), canção original de Jennifer Rush e na famosa versão interpretada pela dupla Air Supply.

Agora entendemos o porquê da Warner ter rejeitado o projeto do diretor Adam Wingard. A Netflix fez questão de salvá-lo em meio a resistência dos fãs e o fanatismo de outros. O resultado deixa muito a desejar e fica atrás das demais adaptações feitas para cinema e TV. Quem sabe isso melhore numa possível sequencia.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Kei Fukuide supera Juggler como vilão de Ultraman Geed

Kei ao revelar seu plano durante uma apresentação (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

Quando a série foi anunciada, muita gente pensou que o vilão Kei Fukuide fosse um novo Jugglus Juggler, de Ultraman Orb, ou uma mera imitação dele. Até aí só sabíamos que Kei usaria capsulas de monstros com poderes de kaijus conhecidos da franquia Ultra. Juggler usava poderes similares através do seu Dark Ring. Até aí havia um receio do público em termos uma segunda versão do rival de Gai Kurenai. O que seria forçado pelas primeiras impressões.

Mas a Tsuburaya é criativa e não ia deixar por menos. O vilão tem uma personalidade própria e seus meios vem surpreendendo malignamente. Melhor dizendo, ele é o hospedeiro do experiente Belial que está por trás dos eventos em Ultraman GeedKei/Belial surpreenderam nos dois últimos episódios. O mais legal foi a sua cilada para deter seu eterno rival Ultraman Zero no episódio anterior. Kei é um escritor de renome no mundo de Geed e - como "fantoche" de Belial - escreveu uma ficção baseada em antigas batalhas. Zero serviu de inspiração para um vilão do livro de Kei. O início do confronto entre Kei/Belial e Leito/Zero foi uma boa jogada. Somente Riku e Laiha perceberam o que estava acontecendo, enquanto os civis não faziam ideia do que estava por vir e pensavam ser uma interpretação teatral do livro entre o autor e um leitor.

Kei dá sinais de que poderá ser um grande vilão e já supera Juggler de longe. O clima sombrio da série Ultraman Geed e a intervenção de Belial são fatores que podem contribuir bastante na evolução de Kei nos próximos episódios.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

The Reflection: um anime com charme dos quadrinhos norte-americanos

X-On, quase um Homem-Aranha

Você deve ter ouvido falar de The Reflection, anime que atualmente está em exibição nesta temporada de verão e que conta com o grande Stan Lee na criação do programa, ao lado de Hiroshi Nagahama (este também participa como diretor da atração). Esta não é a primeira participação do criador de Homem-Aranha e cia na animação japonesa. Stan Lee já trabalhou em outro título chamado Heroman. Série de mangá publicada entre 2009 e 2012 nas páginas da Monthly Shonen Gangan e que teve sua versão animada em 2010 pelo estúdio Bones (disponível no Brasil pela Crunchyroll e apenas em legendas em inglês).

A série conta sobre um fenômeno que afetou algumas pessoas e deu a elas superpoderes. Algo típico dos quadrinhos norte-americanos como surgimento de super-heróis e de super-vilões. A trama se passa em Nova Iorque e cada episódio vão surgindo pistas e mistérios que são desvendados. A trama gira em torno de quatro personagens. Sendo que dois são super-heróis: X-on (dublado por Shinchiro Miki), herói de traje vermelho que pode copiar poderes de outras pessoas ao após tocá-las por três segundos. E I-Guy (Satoshi Mikami), o herói de armadura azul que era um cantor de rock no passado e decidiu aderir identidade secreta para combater o crime. Entre os personagens principais estão a garota Eleanor Evans (Mariya Ise) que pode se teletransportar em pequenas distâncias. Possui habilidade de coletar informações e tem empatia com X-on. E Lisa Livingston (Satomi Hanamura), uma graciosa garota que pode transformar sua cadeira de rodas em um robô gigante.

The Reflection carrega vários elementos dos quadrinhos e fugindo dos padrões. Os traços são uma amostra dessa diferença. Curiosamente X-on dispara algo com cordas magnéticas que lembram as teias do Homem-Aranha. Já I-Guy lembra um pouco do Batman (da DC Comics) por ser bem sucedido e esconder sua identidade como herói. Sempre que I-Guy aparece, toca a música "Sky Show" para o delírio de seus admiradores. A música é interpretada pelo cantor britânico Christopher "Chris" Braide. Ele já produziu e escreveu músicas para artistas como Lana Del Ray, David Guetta, Beyoncé, entre outros.

Falando em música, a trilha sonora é produzida pelo inglês Trevor Horn, um veterano que é venceu vários prêmios como por exemplo o Grammy de 1995 pela música "Kiss From A Rose", canção interpretada por Seal que virou tema do filme Batman Eternamente. Trevor tem um extenso currículo e já produziu para grandes nomes da música internacional como Paul McCartney, Tom Jones, Tina Turner, Grace Jones, Pet Shop Boys, entre tantos outros. E o grupo idol 9nine (leia apenas: nine) participa como personagens de The Reflection, além de cantar o contagiante tema de encerramento "SunSunSunrise".

E o nosso Stan Lee está lá fazendo uma ponta em cada episódio. Não como ele costuma fazer no cinema, mas anunciando o título do próximo episódio.

Produzido pelo Studio Deen (o mesmo de Samurai X e Fate/stay night), The Reflection está programado para ter 12 episódios que vão ao ar aos sábados à noite pela TV estatal japonesa NHK. A transmissão (quase) simultânea acontece mundialmente via canal de streaming Crunchyroll, sempre com um novo episódio a partir das 14h30 -- horário de Brasília. Não deixe de conferir.

Excelsior!


Confira a canção "Sky Show", tema de I-Guy na série:

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Fantomas, o primeiro super-herói da cultura pop

O "morcego dourado" Fantomas e seu arqui-inimigo Dr. Zero

Talvez você possa pensar que os populares Superman (criado em 1938), Batman (em 1939), ou mesmo O Fantasma (1936) sejam os primeiros super-heróis da história, não é? Então, antes deles, mais precisamente em 1931, surgiu o primeiro super-herói, diretamente na terra do sol nascente. Ele era Ogon Bat (algo como "Morcego Dourado") ou Fantomas como foi batizado aqui no Brasil. O herói era uma personificação de um esqueleto que salvava donzelas num Japão pós-depressão. Suas histórias eram contadas através do kamishibai, um antigo teatro de papel criado originalmente no século 12. O criador de Fantomas era Takeo Nagamatsu, nascido na província de Oita em 1912.

Após a morte de Nagamatsu em 1961, Fantomas ganhou um filme tokusatsu em 21 de dezembro de 1966 pela Toei Company. A película foi estrelada por Sonny Chiba, fundador da escola de dublês Japan Action Club (atual Japan Action Enterprise). O filme de Fantomas foi lançado no Brasil direto-para-vídeo apenas em 2013 via Cult Classic (leia mais aqui).

Em 1 de abril de 1967, um pouco mais de três meses após a aventura nas telonas, Fantomas estreou na TV japonesa com sua série animada. Produzido pela extinta produtora Daichii Doga - a mesma da série clássica Yokai Ningen Bem, de 1968 - Fantomas era apresentado semanalmente aos sábados na faixa das 19h dos canais Yomiuri TV e Nippon TV. Foram ao todo 52 episódios e o tema de abertura era o mesmo do filme para o cinema.

Na versão animada, o arqueólogo Dr. Miller pesquisa sobre os mistérios de Atlântida e possui um livro que afirma que o lendário continente poderá ser reemergido em breve. Após um acidente em sua expedição, Dr. Miller morre e deixa sua única filha Marie, que sobrevive. Marie é salva por Dr. Steel, um cientista que trabalha em prol da humanidade. Ao seu lado estão o filho Terri e o atrapalhado - e comilão - assistente Gabi. A bordo da nave Super Carro, os quatro descobrem Atlântida e são surpreendidos com um ataque do maquiavélico Dr. Zero. Mais precisamente por uma mão gigante, criação do vilão.

O livro indica que um guerreiro superpoderoso criado pela antiga civilização de Atlântida é revivido a cada 10.000 anos, sempre quando a Terra é ameaçada pelas forças do mal. Eis que surge Fantomas - O Guerreiro da Justiça. Iniciando assim uma luta entre o bem e mal. O elo maior de Fantomas em sua nova vida está ligado à Marie, que o ajudou a despertar de seu profundo sono. Sempre que é ameaçada, Marie chama por Fantomas e logo seu mensageiro, o Morcego Dourado, o convoca para a batalha.

Foram vários vilões que desafiaram o indestrutível ser que se apresentava com uma inconfundível gargalhada, todos enviado por Dr. Zero como o Máscara Negra, as Crianças Newton, o Gato Preto, o Vampiro e o milenar Dr. Morte -- um antigo rival do morcego dourado nos tempos de Atlântida.

Fantomas teria uma sobrevida numa versão atualizada produzida pelo estúdio AIC, o mesmo dos animes Tenchi Muyo e El Hazard (ambos exibidos nos anos 2000 pela Band). O piloto foi divulgado em 2001. Apesar da modernização do herói, não agradou o público japonês e o projeto foi cancelado.


O antigo Fantomas das páginas do tradicional kamishibai


O GUERREIRO DA JUSTIÇA NO BRASIL

Fantomas foi exibido no Brasil a partir do dia 25 de maio de 1973 (sexta-feira) na TV Record a partir das 18h30. Na época eram exibidos clássicos japoneses como por exemplo o anime Super-Homem do Espaço e o tokusatsu Vingadores do Espaço. Por lá foi exibido quatro vezes com exaustivas reprises. Sua última exibição aconteceu em agosto de 1984. Inicialmente a Record exibiu a série em preto-e-branco. Vale ressaltar que programas em cores ainda estavam sendo difundidos e a primeira transmissão nesse formato aconteceu aqui no Brasil em 1972.

Segundo registros de programação de TV em jornais como Folha de S. Paulo, Fantomas aparecia na grade como "Fantaman". Este foi o nome de batismo do herói na Itália. O mesmo acontecia na abertura da série, que era um recorte com cenas de alguns episódios. Uma vez que as fitas masters não vieram diretamente do Japão. Tivemos duas versões: uma em preto-e-branco e outra colorida. A dublagem foi realizada pela Cine Castro.

Em 2013, Fantomas teve seu lançamento em DVD no Brasil via Cult Classic, onde 42 dos 52 episódios tiveram áudios da dublagem clássica recuperados e com a versão japonesa na íntegra. Diversão garantida para todas as gerações deste clássico que completa cinco décadas em 2017.

FANTOMAS NOS RINGUES BRASILEIROS

Afinal, de onde surgiu o nome "Fantomas" na dublagem brasileira? Simplesmente era uma homenagem ao lutador de luta-livre que tinha o mesmo nome nos anos 60 e 70 e era famoso em programas do gênero como Telecatch e Gigantes do Ringue. Apesar do nome "Fantaman" no título na TV e na grade programação, a Cine Castro resolveu adotar o nome do verdadeiro Fantomas como referência, devido à sua máscara que lembra bem um fantasma.

Seu nome verdadeiro era José Carlos Pereira e o personagem tinha a característica de não dobrar as pernas, esticar os braços e jamais cair no chão quando era atacado. Além de Fantomas, José Carlos criou outros personagens na luta-livre como o Fantasma (não confunda com o Fantomas), a Múmia e o Mister X. O traje e a máscara de Fantomas permitiam que José Carlos trocasse a identidade secreta com outros lutadores, já que seu rosto não era revelado até então.

Depois do sucesso, José Carlos passou a integrar o Clube Sete de Setembro, onde reunia grandes lutadores como Brutos, Índio, Cangaceiro, Ted Boy Marino, entre outros. Nessa época, José Carlos atendia pelo codinome King Kong.

Ele deixou a cerreira em 1975 e logo se tornou empresário no ramo de bebidas, no qual foi revendedor da Brahma por 25 anos em São Bernardo do Campo, São Paulo. Em seguida ele representou cervejarias e até uma escola de idiomas. Atualmente está aposentado.


O Fantomas brasileiro

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Férias no blog

Olá, pessoal. Tudo bem com vocês?

Estou em férias por aqui. O Blog Daileon volta a partir do dia 23 de agosto com programação normal e forças renovadas.

Nos vemos no futuro!

Dyuwah! 😎