terça-feira, 21 de novembro de 2017

Escândalo de Nobuhiro Watsuki é uma mancha nos tempos modernos da cultura pop japonesa

Samurai X, a obra mais famosa de Watsuki

Os fãs de anime e mangá amanheceram com uma bomba sobre o mangaká Nobuhiro Watsuki, autor de Samurai X, que foi detido pela polícia japonesa por porte de materiais de pornografia infantil. Em seu escritório foram encontrados vários DVDs com meninas de 10 anos. Segundo informações, Watsuki teria confessado que "gostava de meninas de 6 a 15 anos".

Este não é o primeiro caso e nem deve ser o último entre artistas ligados à cultura pop japonesa. Em 2002, o mangaká Mitsutoshi Shimabukuro foi preso por violação das leis locais de prostituição infantil. Na época ele pagou 80 mil ienes a uma jovem de 16 anos para fazer sexo. Ele foi preso, o caso chocou o público e a Shonen Jump se viu obrigada a cancelar o mangá Seikimatsu Leader den Takeshi!, de sua autoria. Shimabukuro deu a volta por cima anos depois com Toriko, publicado pela mesma editora que cancelou sua obra anterior.

Só que os tempos são outros. As leis do Japão estão mais rígidas quanto a isso. Sem mencionar que desde julho de 2015 isso é crime, com pena de até um ano e multas de R$ 29 mil. No caso de Nobuhiro Watsuki, é difícil dizer se ele irá retomar com algum novo trabalho, com uma continuação de Samurai X ou algo do tipo daqui a alguns anos. Talvez isso aconteça ou talvez nunca. Pode ser que ele consiga consertar sua vida, recuperar a dignidade no futuro e ser bem recebido pelos fãs japoneses. A coisa pode ser diferente no resto do mundo, principalmente no ocidente onde o mangaká é conhecido, inclusive no Brasil onde já visitou. A ascensão das redes sociais fortaleceu indiferenças a certos casos. O que deve potencializar esta mancha na história da cultura pop japonesa.

Como o público japonês irá reagir? Só o tempo dirá.

PS: O mestre Alexandre Nagado comentou em seu blog Sushi POP sobre o assunto com pontos mais aprofundados.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Yu Yu Hakusho ganha box comemorativo com trilha sonora do animê


A obra de Toshihiro Togashi completou 25 anos em outubro. Em ritmo de nostalgia, a gravadora Pony Conyon anunciou na noite desta quarta (15) a coleção Yu Yu Hakusho 25th Anniversary Single Record Box. O pacote, que está programado para lançamento japonês em 21 de fevereiro de 2018, irá reunir as principais músicas do animê produzido pelo Studio Pierrot.

A edição regular vai custar 11.340 ienes (ou R$ 330). A caixa (esta da imagem acima) conterá 14 músicas divididas em 7 discos. Já a edição limitada estará disponível no site da gravadora por 12.960 ienes (R$ 380). Esta terá as mesmas canções, porém com adição de duas canções em dueto. Uma entre Yusuke e Keiko e outra entre Kurama e Hiei.

Veja a lista de músicas:
  • Disco 1: "Hohoemi no Bakudan" / "Homework ga Owaranai" por Matsuko Mawatari
  • Disco 2: "Unbalance na Kiss wo Shite / "Taiyo ga Mata Kagayaku Toki" por Hiro Takahashi
  • Disco 3: "Sayonara byebye" / "Dyadream Generation" por Matsuko Mawatari
  • Disco 4: "FIRE!" / "Kokoro wo Tsunaide" por Nozomu Sasaki como Yusuke Urameshi
  • Disco 5: "Otoko no Jyunjo" / "DACHI" por Shigeru Chiba como Kazuma Kuwabara
  • Disco 6: "Kurayami ni Akai Bara ~Romantic Soldier~" / "Koori no Knife wo Daite" por Megumi Ogata como Kurama
  • Disco 7: "Tasogare ni Se wo Mukete" / "Kuchibue ga Kikoeru" por Nobuyuki Hiyama como Hiei
  • Disc0 8: "WILD WIND" por Kurama e Hiei / "Omoide wo Tsubasa ni Shite" Yusuke e Keiko Yukimura (Yuri Amano)

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Década perdida! O destino infeliz de Kamen Rider Kuuga no Brasil

O primeiro Rider da era Heisei

Se você acompanhava as notícias sobre séries japonesas que estavam no páreo para serem veiculadas no Brasil entre 2002-2003, provavelmente você deve lembrar do possível lançamento de Kamen Rider Kuuga por aqui. Revistas e sites especializados publicaram sobre a volta da franquia dos motoqueiros mascarados na TV brasileira. Foi um título que causou expectativa para muitos de nós que ficamos órfãos de produções originais do estilo tokusatsu desde o repentino cancelamento de Ultraman Tiga na Record (todas as três exibições sem o final).

Lembro que em outubro de 2003, a primeira das três edições do extinto site Awika! (revista eletrônica mensal de tokusatsu na internet tocado por Ricardo Cruz e cia), destacou a estreia de Kamen Rider Kuuga que poderia acontecer em algum momento de 2004. Porém, sem emissora e dublagens definidas. Luiz Angelotti, que na época era representante da empresa de licenciamento Dá Licença, estava empolgado e certo de que poderia mesmo acontecer o lançamento oficial do primeiro Rider da então nova geração, assim como aconteceu com Os Cavaleiros do Zodíaco no Cartoon Network e na Band. Afinal, a marca ainda era forte na memória do público que assistiu Kamen Rider Black e Kamen Rider Black RX na extinta Rede Manchete. O Awika! também ressaltou a importância de Kamen Rider Kuuga, a história da franquia da Toei, e o potencial que Kuuga tinha para cativar/impactar o público. Infelizmente o licenciamento não vingou. Rumores foram surgindo quanto aos motivos do fracasso e no fim das contas perdemos uma chance de ter oficialmente mais um Rider legítimo da terra do sol nascente.

A primeira parte da entrevista com o sr. Luiz Angelotti lançada neste fim de semana pelo canal do JBox no YouTube esclareceu esse episódio. Algumas séries como Kamen Rider Kuuga, o animê Pretty Cure, entre outros foram vendidas para emissoras de TV aberta e simplesmente ficaram na gaveta. Obviamente que não foi culpa dos licenciadores, entenda. Eles fizeram suas partes. O problema mesmo era a falta de aproveitamento das próprias emissoras.

O terreno estava fértil no começo da década de 2000. Hoje o investimento em séries tokusatsu para a TV aberta é um tanto improvável devido ao esfriamento desse tipo de produto para o mercado brasileiro para este veículo. Hoje a salvação seria os serviços de streaming (focados em nichos específicos) e já falei várias vezes sobre isso aqui no blog. Só que hoje as coisas são diferentes. O "grande público" de séries tokusatsu demora para se renovar (justamente por esses problemas com Ultraman Tiga e Kamen Rider Kuuga), é exigente e boa parte é saudosista -- esses geralmente ficam presos no "museu" da Toei Company e da Rede Manchete. E não custa lembrar: Power Rangers não tem nada a ver com o problema. Quem tem culpa no cartório são as próprias emissoras de TV aberta. A essa altura do campeonato, não cabe a nós sabermos qual foi exatamente a emissora que  comprou a série tokusatsu. Tudo é questão de ética/sigilo e tentar especular não vai adiantar nada.

Se tudo desse certo, quem sabe Kamen Rider Kuuga poderia ser um sucesso e ter a dignidade da memória afetiva de muitos fã, não é? Mais do que isso. O herói-título poderia abrir a porteira para outras séries da franquia e despertar o interesse por tokusatsu para a geração dos anos 2000. Foi um fracasso antes de qualquer possibilidade de lançamento oficial. Esse problema gerou uma grande lacuna para o tokusatsu no Brasil e vários anos sem um lançamento de uma série inédita até 2009, quando estreou Ryukendo na RedeTV!. As coisas seriam diferentes se as emissoras tivessem boa vontade.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Paulo Celestino deu um show como Máscara da Morte no filme A Lenda do Santuário

Paulo nos estúdios da DuBrasil (Foto: Divulgação/CavZodiaco)

Perdemos mais um talento na dublagem. Paulo Celestino nos deixou na manhã desta terça-feira, dia 7 de novembro. Quem vivenciou os anos 90, provavelmente irá lembrar sua voz como o Babar adulto, do desenho As Aventuras de Babar. Exibido na programação infantil da TV Cultura. Nas séries tokusatsu foi o vilão Gatezone de Kamen Rider Black RX e fez um trabalho que lembra um pouco a atuação de Ricardo Petinne. O Taurus (Bilgenia) de Kamen Rider Black.

Foi em Cavaleiros do Zodíaco que Paulo deixou seu principal legado. Inicialmente como Ohko e como Jango, foi eternizado na lembrança dos fãs como o terrível Máscara da Morte de Câncer. Sua última atuação como o personagem foi em Os Cavaleiros do Zodíaco: Alma de Ouro, que será lançado direto-para-vídeo no Brasil em 2018, pela PlayArte.

Sua maior e melhor interpretação, sem dúvida alguma, foi no filme Os Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário. A atuação desta versão do Máscara da Morte dividiu opiniões na época do lançamento. Ainda assim, mesmo que aparentemente fugindo um da essência do vilão, se aproximou do Contador da Morte de Câncer, do mangá Next Dimension e de outras referências ligadas ao teatro grego. Paulo deu um show de interpretação que lembrou algo como musicais da Disney, por exemplo. Sempre que assisto ao filme, me divirto com a versatilidade que ali ele deixou. A cena não será vista da mesma forma após a morte de Paulo Celestino. Melhor dizendo, além de nos fazer rir (que é o meu caso) ou se irritar, haverá um pesar na minha lembrança.

Em homenagem ao mestre de ouro, deixo um vídeo deste momento que ficará marcado na história da carreira de Paulo Celestino:


terça-feira, 7 de novembro de 2017

A noite em que Pokémon contagiou gerações

Ash e Pikachu no mais novo filme da série Pokémon

Quem acompanha este blog sabe que costumo escrever resenhas de análises e primeiras impressões, incluindo lançamentos. Desta vez eu vou abrir uma exceção e fazer um pouco diferente. Sera mais do que isso. Algo mais pessoal. Nos dias 5 e 6 de novembro estava em cartaz Pokémon O Filme: Eu Escolho Você! pelas redes de cinema UCI, Cinépolis e Cinemark. Eu assisti na última exibição. Minha intenção era acompanhar a estreia, mas não deu certo. Confesso que pensei que o filme iria atrair mais adultos do que crianças. Isso porque Pokémon tem bastante fãs das antigas. Ledo engano meu.

Assim que foi sinalizada a fila para a sala 10 do UCI Iguatemi (Fortaleza), corri diretamente para lá. Modéstia à parte, fui o primeiro da fila. Estava esperando desde cedo. Tipo meia hora ou quarenta e cinco minutos antes. Me surpreendi com a quantidade de pessoas que foram assistir e também pela variação de idades. Seria normal isso acontecer com uma exibição de filme da Marvel, da DC ou mesmo de Star Wars. Ora, estamos falando de um animê infantil. E não há nada errado nisso. Tanto crianças como adultos podem sim assistir numa boa. Não existe essa de idade x e y (sem trocadilhos) para assistir um filme voltado para a família. É isso que Pokémon é desde sempre (mesmo que venham aí pseudo-pastores tentar "provar" o contrário com teorias fajutas e lendas urbanas furadas).

Não sou um fã assíduo de Pokémon. Acompanhei a estreia da série no Brasil via Rede Record na manhã do dia 10 de maio de 1999 (coincidentemente, a mesma data de extinção da Rede Manchete). Assistia as duas primeiras temporadas. A partir da terceira, perdi o interesse com o tempo, já que Digimon era minha paixão de adolescência junto com Dragon Ball Z, Samurai X, Patlabor, Yu-Gi-Oh!, Batalha dos Planetas, etc. Vi alguns episódios de temporadas recentes, mas essas nunca me prenderam. Sempre que podia, acompanhava as reprises da Indigo League.

Pokémon O Filme: Eu EScolho Você! não é qualquer filme aleatório da franquia. É o vigésimo da saga de Ash e Pikachu. Além de ser comemorativo aos 20 anos de Pokémon, o longa é o primeiro da série Sun and Moon. Estreou no Japão em 15 de julho deste ano. O Brasil e outros países tiveram exibição limitada nos cinemas. O que chamou atenção foi o simples fato do filme recontar o início de jornada de Ash para se tornar um mestre Pokémon. Há momentos que são impossíveis de não serem lembrados por quem assistiu a série clássica. Porém a maneira de contar é diferente, muitas vezes resumida e tentando passar alguma emoção parecida com o que vimos há (quase) 20 anos. Sem contar com o descompromisso de cronologia, passando por alguns momentos importantes e referências surgindo no meio do caminho.

Misty e Brock não existem. No lugar deles estão Sorrel e Verity. Novos amigos de Ash e também treinadores de Pokémon. Em meio a jornada, o foco esteve na procura de Ash pelo lendário Pokémon Ho-Oh. Aquele mesmo pássaro que apareceu no primeiro episódio. Por outro lado, a Equipe Rocket tentando aprontar e roubar monstros de bolso. Quem gosta do trio Jesse, James e Meowth deve ter se decepcionado por eles terem sido inúteis e terem chances desperdiçadas para tocar o terror quando podiam. Esse ponto negativo não atrapalha, já que o arrogante treinador Cross é, digamos, o vilão principal que também está em busca de Ho-Oh.

Como todos devem saber, a dublagem de Pokémon foi transferida para o Rio de Janeiro há algum tempo. O simpático dublador Charles Emanuel é quem está com a difícil tarefa de substituir Fábio Lucindo, que atualmente mora fora do país e não tem mais a mesma voz que tinha há 18 anos. A qualidade é mediana. Ponto para Sérgio Strern que conseguiu aproximar a sua voz com a de Armando Tiraboschi na interpretação do Meowth.

Foi legal ver uma platéia de todas as idades assistindo, rindo e vibrando com uma boa animação japonesa. Não é qualquer animê. É Pokémon sacudindo mais uma vez o brasileiro. Pude então experimentar uma porção do fenômeno em apenas 1h38 de filme. Tinha criança que manjava do assunto, comentava e fazia comparações com as temporadas anteriores. Entrei um pouco também na conversa e dei meus pitacos. Pra mim era como voltar aos velhos tempos de escola. Nos minutos finais tinha uma criança bem animada que até a frente pra ver o Pikachu de pertinho. É raro ver pessoas esperando até o fim dos créditos para sair da sala. Culpa do efeito do fenômeno Pokémon. Coisa que nem o Thor consegue fazer em cenas pós-créditos e duvido que a nossa querida Liga da Justiça repita tal proeza nas próximas semanas. As emoções foram encerradas com aplausos e ovações como eu nunca tinha ouvido há tempos numa exibição de animê em tela grande.

A última noite de Pokémon: Eu Escolho Você foi digna de estreia e glamour. Não ganhei um card de brinde, mas ganhei uma boa lembrança do momento em que um desenho japonês - ainda subestimado por muita gente que se acha adulto demais para ver esse tipo de programa - contagiou gerações. Independente do espectador ser um fã hardcore ou um curioso leigo. Se o novo filme resumiu principais momentos da série clássica, nós é quem tivemos flashes de uma fabulosa época que não volta mais. Pokémon é homenageado nesse 20º aniversário e quem ganhou presente foi o público.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Parceria entre Kei e escritora ambiciosa promete ser uma loucura em Ultraman Geed

Arie em sua primeira aparição (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

Estamos quase na reta final de Ultraman Geed e muita coisa vem nos surpreendendo desde sua estreia em julho. Temos ótimos atores, excelentes atuações, personagens cativantes e uma trama muito bem trabalhada. É de longe a melhor série Ultra dos últimos cinco anos. Um dos atores que merecem destaque é Kunito Watanabe como Kei Fukuide. Antes da estreia, muita gente pensava que ele seria um segundo Jugglus Juggler, vilão de Ultraman Orb. O tempo provou em pouquíssimos episódios o potencial de um vilão mais sagaz, somado a uma excelente atuação.

Se você acompanha semanalmente Ultraman Geed na Crunchyroll, sabe que Belial foi derrotado no episódio 17 e isso atingiu Kei Fukuide que perdeu a memória e está foragido por matar seu editor e ainda por cima é perseguido por Dada (alienígena que apareceu pela primeira vez na série original do Ultraman). Em seu caminho surge a escritora Arie Isikari (Ryoko Kobayashi), que pretende lançar um livro e ser famosa. Investigando sobre Kei, ela decide escrever um conto baseado na morte do editor de Kei. Ao recobrar a memória, Kei se declara "herdeiro de Belial" e invoca seus monstros. Escondida, Arie viu Riku se transformar em Ultraman Geed e quase viu Leito se transformar em Ultraman Zero. Vendo Kei em ação, decide ajudá-lo.

Essa nova personagem é promissora e deve uma grata surpresa na série por ter um lado sutilmente louco. Sabe-se lá qual a intenção da garota em ajudar um sujeito maquiavélico como Kei - e que ainda por cima domina o poder das trevas. O normal seria a garota fugir ou coisa do tipo. Bem, ela resolveu ajudá-lo para obter um benefício próprio que certamente lhe custará muito caro por tal ambição. No mais, essa parceria tem tudo para ser uma coisa louca (no bom sentido, é claro) e dar aquela dor de cabeça para Riku e seus amigos. Imprevisibilidade chegando e isso é ótimo para a trama.


Kei no episódio desta sexta (3) (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Problemas técnicos e falta de popularidade acabaram com o canal de streaming Daisuki

One-Punch Man teve sua primeira exibição oficial no Brasil pela extinta plataforma

No ar desde 16 de maio de 2013, o canal de streaming Daisuki chegou ao seu final nesta terça (31). Com o propósito parecido da Crunchyroll em manter o foco em animações japonesas, o serviço não tinha o mesmo carisma que sua concorrente. Tentou emplacar, embora tivesse episódios semanais, temporários e gratuitos.

O Daisuki teve uma relativa fama no Brasil pelas exibições simultâneas dos animês Os Cavaleiros do Zodíaco: Alma de OuroOne Punch Man e até Dragon Ball Super. Além desses títulos, o extinto canal tinha em seu catálogo séries como Sword Art Online, Madoka Magica, Gundam, etc. Era uma opção a mais para quem procura esse tipo de material de forma legal/oficial.

Bater de frente contra um canal de streaming consolidado como a Crunchyroll é bem difícil. Uma nova plataforma do tipo e com o mesmo seguimento deveria ter, no mínimo, um diferencial que atraia mais assinantes. O mesmo vale para um serviço que tente bater de frente contra uma Netflix da vida com conteúdos variados. O Daisuki não tinha recursos suficientes para bater de frente. Não tinha a mesma popularidade que a Crunchy. Além de oferecer episódios da semana gratuitamente, o site e o aplicativo apresentavam constantes problemas técnicos. Talvez esses fatores atrapalharam a concorrência que tinha tudo pra dar certo, caso houvesse mais agressividade, digamos, para chegar à altura e sanar tais problemas.

Provavelmente o Daisuki não fará falta pra ninguém. Quem sabe para poucos. Isso pode ser muito bom ou muito ruim. Depende muito a quem realmente interessa. Uma pena que o canal não tenha ido pra frente como deveria e esteja fadado às trevas do esquecimento.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Stranger Things retorna como um novo clássico da cultura pop

Mike, Eleven e sua turma voltaram pra ficar (Foto: Divulgação/Netflix)

Definitivamente, Stranger Things é a melhor série exclusiva da Netflix. A primeira temporada conquistou o público com personagens cativantes, uma ótima história de ficção científica e vários elementos dos anos 80. Sem contar, é claro, as referências aos filmes clássicos de ficção-científica e terror. A segunda temporada estreou mundialmente na madrugada deste sexta (27) e expandiu a mitologia do Mundo Invertido.

A história se passa quase um ano depois dos eventos da temporada anterior na pacata cidade de Hawkins, Indiana. No final de outubro de 1984, véspera do Halloween. Mike e sua turma continuam mais nerds do que nunca e embalados pelo sucesso de Caça-Fantasmas, com direto a cosplays do quarteto e tudo mais. Porém, longe de Eleven, que está sob proteção do policial Hopper. Ao mesmo tempo em que está reintegrado ao convívio dos normal de sua família e amigos, Will continua atormentado pelas visões de Demogorgon.

O primeiro episódio se chama "Mad Max". Além de uma referência ao filme estrelado por Mel Gibson em 1979, surge uma nova personagem: Maxine (Sadie Sink). A valente garota é excelente jogadora que rouba os corações de Lucas e Dustin (este último deixou de ser banguelo). A garota é irmã do valentão Billy, que se torna um rival de Steve. Outro personagem novo é Bob Newby, o novo amor de Joyce (Winona Ryder).

Billy e Bob são destaques no elenco de Stranger Things. O primeiro é interpretado por Dacre Montgomery, o Ranger Vermelho do reboot de Power Rangers. Já o segundo é vivido por Sean Astin, o Sam de O Senhor dos Anéis. Curiosamente, Astin (que agora parece estar "ligeiramente grávido") foi Mikey em Os Goonies. Um dos filmes que ganharam referência nesta nova temporada.

Stranger Things 2 dá continuidade às pistas que foram deixadas há um ano. Com um episódio a mais, Stranger Things 2 teve um episódio totalmente focado em Eleven e sua origem. Sem muito desenvolvimento, mas o bastante para definir o rumo da garota paranormal no programa. Mais uma vez a trama gira em torno de Will que está cada vez mais atormentado pelo Mundo Invertido. Fica a impressão de que Os Irmãos Duffer - criadores da série - foram sádicos com o garoto que tenta levar uma vida normal. Sofrimento que faz todo sentido para um trabalho primoroso. Stranger Things voltou para sagrar-se como uma das maiores e melhores séries da atualidade. Muito mais sombria do que antes, é digna de uma maratona completa num só dia ou num único fim de semana. Merece mais uma rodada e quem sabe uma terceira temporada em 2018 ou 2019.

Os Irmãos Duffer criaram mais uma vez uma história onde são encaixadas várias referências aos clássicos de maior sucesso dos tempos dourados do cinema. Stranger Things é mais que uma série. É um título promissor que divulga e renova o interesse por filmes antigos de ação, aventura, suspense, terror e ficção-científica. Vale tanto para os mais antigos quanto para os jovens, que é o público-alvo. Estamos diante de um novo clássico que abraça uma antiga geração, sem barreiras e sem desculpas.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Maratona de Megaranger acontece neste fim de semana


Denji Sentai Megaranger, série Super Sentai que deu origem ao clássico nipo-americano Power Rangers no Espaço, é o sexto título da franquia da Toei lançado oficialmente nos EUA. Como é de praxe da Shout! Factory, distribuidora responsável pelos lançamentos das séries Super Sentai em DVD na terra do Tio Sam, acontecerá uma maratona com os primeiros sete episódios desta atração. Assim como aconteceu com Zyuranger, Dairanger, etc.

Os episódios serão exibidos com áudio original e legendas em inglês no próximo sábado, 28 de outubro, através do site oficial da Shout! Factory e no canal Pluto TV Channel a partir das 13h do Leste (15h de Brasília).

A maratona servirá como divulgação do DVD-box de Megaranger em 31 de outubro nos EUA. É possível que durante a programação aconteça algum anúncio oficial de mais uma série Super Sentai de forma oficial no país.

Veja a chamada:

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Um palpite: Freeza vai sabotar o Torneio em Dragon Ball Super

Freeza está planejando algum plano maquiavélico? (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

Pode ser que este blogueiro que vos escreve esteja certo ou errado, mas alguma coisa não cheira bem no momento atual do Torneio dos Doze Universos em Dragon Bal Super.

No episódio da semana passada, Freeza foi um tanto benevolente com Goku ao transferir parte de sua própria energia para o Saiyajin. Ali foi uma retribuição da clássica luta entre eles em Dragon Ball Z. Porém, Freeza ainda apresenta nuances de crueldade como aconteceu ao jogar Kyabe para fora da arena no episódio deste domingo (22). Até aí, não houve mortes. O que é proibido pelas regras do Torneio. Há a questão do Freeza ter traído Frost episódios atrás. Pode significar uma mudança na personalidade de Freeza? Sim, mas nada provável.

O que estou querendo dizer é que Freeza pode estar tramando um grande plano para sabotar o Torneio, tentando ganhar confiança dos demais guerreiros do Sétimo Universo. Algum plano inimaginável, talvez. É bom ficarmos atentos no que o vilão pode fazer antes mesmo do final do Torneio.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Netflix revela data de O Justiceiro em trailer explosivo

O anti-herói da Marvel está de volta

A espera acabou. Após muito suspense e até rumores sobre um adiamento, a Netflix revelou a data de lançamento da primeira temporada de O Justiceiro. Todos os 13 episódios serão disponibilizados pelo canal de streaming a partir de 17 de novembro. Jon Bernthal volta a interpretar o anti-herói da Marvel após sua participação na segunda temporada d'O Demolidor. O mais novo trailer está carregado de tiro, sangue e muita explosão.

Assista:

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Rede Brasil adquire novo pacote de animes

The Lost Canvas será exibido pela primeira vez na TV brasileira

Segundo informações do site Animation Info, a Rede Brasil adquiriu um novo pacote de animações japonesas. Em parceria com a distribuidora FlashStar, a emissora paulista irá exibir Os Cavaleiros do Zodíaco: The Lost Canvas e As Aventuras do Pequeno Príncipe. Além da animação Poporo: O Pequeno Pinguim, da Coréia do Sul e O Diário de Mika, produção brasileira indicada ao prêmio internacional Emmy Kids.

O anúncio oficial da nova programação da Rede Brasil deverá acontecer ainda na noite desta quarta (18) no programa Em Revista com Evê Sobral, que contará com convidados como os jornalistas Eduardo Vilarinho, Marcelo Del Greco, a dubladora Tânia Gaidarj, entre outros.

Até a publicação deste post, não há previsão de estreia dos novos programas. Os Cavaleiros do Zodíaco: The Lost Canvas ainda é inédito na TV brasileira. Seu lançamento aconteceu anos atrás diretamente para vídeo e atualmente é exibido via streaming pela Netflix. Já As Aventuras do Pequeno Príncipe é conhecido por sua exibição nos anos 80 pelo SBT. Os primeiros 16 episódios (de um total de 39) foram lançados em vídeo pela Focus Filmes e este mesmo lote também está disponível na Netflix.

Atualmente a emissora exibe - com exclusividade na TV brasileira - uma dobradinha entre Os Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball Z na faixa das 20h, com qualidade em alta definição.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Jiren virou clássico e salvou Dragon Ball Super

O guerreiro mais forte do 11º Universo (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

Nas vésperas do especial de Dragon Ball Super na semana passada, havia uma grande expectativa sobre a duelo entre Goku e Jiren. Sem dúvida alguma, foi um episódio épico na mitologia. Não demorou muito para perecermos que o maior guerreiro do 11º Universo se tornou uma lenda entre os fãs. Um adversário clássico que será lembrado por muitos anos pela frente - quem sabe até com ar de saudosismo.

E ele continua surpreendendo. No episódio deste domingo (15), Jiren travou uma batalha contra Hit. Outra grande revelação em Dragon Ball Super. Hit foi superado por Jiren, mesmo usando todos os seus recursos de ataque. Saiu da arena como herói, mas Jiren se saiu melhor. É provável que ele possua mais técnicas e ainda não tenha mostrado tudo o que pode fazer.

Jiren salvou o Torneio dos Doze Universos de batalhas rápidas demais e não tão memoráveis. Não que estivesse ruim, entenda. A atuação de Jiren é imprevisível em Dragon Ball Super e só aumentou mais e mais o interesse pelo programa que vinha sofrendo furos, enrolações e personagens chatos (como a Ribrianne). Só tem a melhorar nos próximos episódios com a força de Jiren em evidência.

PS: No post anterior disse que Goku tinha se transformado num nível Super Saiyajin. Fui chamado atenção nos comentários de que se tratava de uma técnica. Como escrevi logo após o episódio e as informações eram destrinchadas, ficou claro que o Instinto Superior (ou Instinto Supremo) não pode ser uma transformação como estamos habituados. O Youtuber Nelson, da Casa do Kame, explicou passo-a-passo esse processo num vídeo recente.

Stranger Things tem Chiquinha em vídeo promocional

A segunda temporada de Stranger Things estreia no dia 27 deste mês. É uma das séries mais legaos da Netflix e tem todo tipo de referências aos anos 80, principalmente de filmes de ficção científica da época. Para esquentar a divulgação, a atriz mexicana María Antonieta de las Nieves, a Chiquinha do seriado Chaves, volta a interpretar a personagem num vídeo promocional. Confira:

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Robo Gigante: 50 anos do herói com a força de um Megaton

Daisaku Kusama ao lado do seu Robô Gigante

Em 11 de outubro de 1967, iniciava mais um cult da ficção científica que marcou a era dos heróis gigantes e monstros de borracha na TV japonesa. Robô Gigante (Giant Robo) é uma criação de Mitsuteru Yokoyama (1934~2004). O mesmo de títulos como Tetsujin 28-go e Akakage e um dos mais renomados mangakás do Japão. Antes da TV, o herói apareceu pela primeira vez nas páginas da Weekly Shonen Sunday, entre maio do mesmo ano e março de 1968. Dividido em três volumes. Hoje Robô Gigante é uma franquia formada também por uma OVA de 1992 (lançado em vídeo no Brasil) e uma série de anime de 2007 (distribuída por aqui via Sato Company).

O semanal televisivo focava no garoto Daisaku Kusama que conhece logo Juro Minami. Um jovem que trabalha secretamente como um agente do Esquadrão Unicórnio. Organização que luta em defesa da paz mundial (bem como os esquadrões anti-monstros das séries Ultra). A Unicórnio luta contra os ataques do grupo Big Fire, liderado pelo temível - e horrendo - Imperador Guilhotina que sempre mandava robôs/monstros gigantes e sempre contava com fiéis vassalos. Durante um dos ataques, Daisaku e Juro salvam um cientista que desenvolveu um gigantesco robô - baseado na egípcia Esfinge de Gizé - que possui um poderoso arsenal de batalha e é sacrificado em seguida.

O robô só poderia ser controlado pela primeira pessoa que gravasse sua voz num dispositivo de pulso. Essa pessoa é Daisaku que testou por acidente e, não por acaso, o garoto foi recrutado para o Esquadrão Unicórnio. Mesmo em missões de alto risco, Daisaku fazia dupla com Juro. No Esquadrão Unicórnio eles são respectivamente os agente U7 e U3. Lá também se destacam o Comandante U1, a bela agente U5 e a pequena Marie, que aparece no meio da série. Aparentemente esta baixinha é inútil, mas se mostra muito esperta (se duvidar, é bem mais que o resto do grupo). O Esquadrão Unicórnio se comunicava com o código "Cartão de Napoleão", respondido em seguida como "Diamante 15". Os agentes também se saudavam com estalar de dedos que faziam um efeito sonoro engraçado.

Os primeiros 16 episódios de Robô Gigante foram exibidos nas noites de quarta-feira pela NET (atual TV Asahi) pontualmente às 19h30. A série mudou para o mesmo horário nas segundas-feiras, entre 29 de janeiro e 1 de abril de 1968. No total, foram produzidos 26 episódios pela Toei Company.

Em 1969, Robô Gigante foi lançado nos EUA como Johnny Sokko and His Flying Robot, por intermédio pela extinta American International Pictures. Produtora que esteve em atividade entre 1954 e 1980. Por isso a alteração nos créditos que faziam o espectador pensar se tratar de uma série japonesa feita na terra do Tio Sam. Algo muito comum na época e que ainda existe, não com a mesma proporção de antes. A cronologia desta versão tinham alguns episódios trocados.

Atualmente a Orion Pictures, subsidiária da MGM, possui os direitos do Robô Gigante e a mesma cedeu os direitos para a Shout! Factory lançar o clássico em DVD-box com quatro discos. A coleção foi lançada por lá em 2013 e teve brindes com pôster e livreto especial. Quer mais? Na ocasião, o lançamento de Robô Gigante contou com evento comemorativo em Los Angeles.

Veja as imagens de divulgação:





No Brasil, Robô Gigante estreou pela TV Globo no dia 29 de novembro de 1969 às 18h30. Indo ao ar aos sábados. No mesmo dia, a emissora estreava também o programa infantil Lilico & Cócegas, apresentados pelos humoristas Lilico e Rony "Galeão Cumbica" Cócegas. Este ia ao ar às 18h, também aos sábados. Curiosamente o primeiro programa comemorou os 1000 gols do Pelé.


Anúncio das estreias de Lilico & Cócegas e Robô Gigante na Globo, 
em 29 de novembro de 1969 (Foto: Reprodução/O Globo)

A série passou também nos anos 70 pela extinta Tupi e nos anos 80 pela Record. As matrizes foram trazidas da versão americana. Infelizmente esse material se perdeu. Em dezembro de 2012, a série ganhou lançamento brasileiro em DVD pela Cult Classics. A primeira remessa teve apenas o áudio em inglês e a segunda com o áudio original adicionado. Porém, ambas tomaram como base a versão estadunidense da extinta AIP, com alguns episódios sem abertura e nomes e diálogos gringos mantidos pela tradução.

E um triste registro: O ator Mitsunobu Kaneko (Daisaku Kusama) morreu no dia 11 de junho de 1997, vítima de um acidente de carro. Ele era irmão do ator Yoshinobu Kaneko, que interpretou Zerosen no episódio 15 de Ultraman.

Ao lado de Ultra Seven, o faraônico (sem trocadilho) Robô Gigante é um cult imperdível que garante diversão com muita ação, espionagem, maquetes, explosões e um misto de fantasia e inocência. O final da série é um dos melhores e mais emocionantes ao lado de Metalder e tantos outros clássicos do tokusatsu.

Assista, faça sua pose de batalha e "dê um soco de um Megaton".

Agradecimentos: Matheus "Dyna Black" Mossmann

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Yu Yu Hakusho estreava há 25 anos

A imagem promocional comemorativa do animê

Esse é um dos animês mais bacanas que já passaram por aqui. Os fãs tem duplos motivos para comemorarem. As aventuras do detetive sobrenatural Yusuke Urameshi completam 25 anos nesta terça (10). Sua exibição acontecia semanalmente aos sábados na faixa das 18h30 da Fuji TV.

Outro motivo é que Yu Yu Hakusho completou 20 anos de estreia pela extinta Rede Manchete. Por lá estreou no dia 24 de março de 1997. Inicialmente passava em dois horários: uma às 9h30 da matina e outra às 18h30. Lembro que era bem difícil acompanhar no começo pois estudava pela manhã e à noite tinha lá o velho e famigerado telejornal local que estava lá no meio da programação infanto-juvenil pra informar (ou atravpalhar). Mas isso foi corrigido em seguida e logo ficou fácil acompanhar Yusuke em sua saga contra seres do mundo sobrenatural, ao lado de Kuwabara, Hiei e Kurama.

Não só a trama chamava prendia atenção da molecada. A dublagem era um charme à parte. Os trabalhos ficaram a cargo da Audio News, estúdio carioca fundado por Marco Ribeiro. O homem que emprestava a própria voz para Yusuke e dava aquele jeito "malandrão" que conquistou o público. A trilha sonora brasileira é outro ponto que não pode deixar de ser mencionada. "Geração dos Sonhos" é uma das canções mais belas e que fazia qualquer adolescente apaixonado colocar o som às alturas. Este foi o último tema de encerramento do animê. Aliás, os temas brasileiros tiveram um trabalho primoroso de Hans Zeh (assista a entrevista que ele concedeu este ano ao JBox).

Desde de sua estreia na Manchete, Yu Yu Hakusho segurou a programação infanto-juvenil com exaustivas reprises, junto com o animê Shurato, e as séries tokusatsu Jiraiya e Maskman, durante a crise que levou a falência da emissora dos Bloch. Na época essas quatro séries eram licenciadas pela extinta Tikara Filmes, do sr. Toshihiko Egashira e foram exibidas pela última vez na TV aberta em 1999, na TV! (emissora experimental que antecedeu a programação oficial da RedeTV!).

Mas não parou por aí. Yu Yu ganhou novo fôlego em 2004 com um novo lançamento, agora pelo selo da Cloverway. Por pouco a redublagem aconteceria na extinta Álamo, em São Paulo. Temendo o possível baixo retornou que Yu Yu poderia sofrer, a Audio News ficou responsável mais uma vez pela escalação. Mantendo a maioria das vozes do elenco original. A Band adquiriu a série através de outra distribuidora, a Swen. Apesar de anúncios na programação, a volta de Yusuke e sua turma não aconteceu por lá e somente em 2005 pela Rede 21 (seguido pela Play TV), onde passou mais uma vez em horário nobre. Porém com cortes, devido às imposições do Ministério da Justiça. Problemas que não existiam nos tempos da Manchete. A Band chegou exibir em 2007 apenas como tapa-buraco na programação. Fora isso, houve um lançamento em DVD pela Playarte. Além do mangá publicado pela editora JBC em 2014.

Até hoje obra de Toshihiro Togashi (o mesmo de Hunter x Hunteré cultuada pelo público que acompanhou a série nos velhos tempos. É um clássico que começou nas páginas da Shonen Jump no início dos anos 1990. A produção do Studio Pierrot foi ao ar na TV japonesa entre 10 de outubro de 1992 e 7 de janeiro de 1995. Rendeu 112 episódios e mais alguns especiais direto-para-vídeo e também para o cinema.

Yu Yu Hakusho é reprisado atualmente na emissora japonesa Chiba TV desde abril e seu final irá ao ar ainda nesta semana, na próxima quinta-feira (12). A ocasião rendeu a imagem acima que serviu apenas para comemorar os 25 anos do clássico. Até o momento, nenhum anúncio oficial de uma continuação.

Só nos restam a lembrança de bons tempos que não voltam nunca mais. Afinal, não conhecemos outro mundo por querer.

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Trailer de Star Wars VIII é carregado de trevas

O Último Jedi será a despedida de Carrie Fisher

O vídeo foi a coisa mais esperada da noite desta segunda (9). O novo pôster saiu algumas horas antes da liberação do novo trailer. Star Wars: Episódio VIII - Os Últimos Jedi é simplesmente carregado das mais densas trevas que puder imaginar. Ora, estamos falando de um filme decisivo nesta nova trilogia.

Pelo que o material mostrou, Ray (Daisy Ridley) tem forte tendência para passar para o lado sombrio da Força. Luke Skywalker (Mark Hamill) está de volta e deverá ser o mentor da jovem guerreira e passa a suspeitar sobre um poder maior que o dele e fica receoso.

Star Wars: Episódio VIII - Os Últimos Jedi também vai marcar um momento triste na franquia. Será o último filme a nossa querida Carrie "Leia" Fischer, que morreu no final do ano passado. Por essas e outras, será o mais sombrio de toda a saga e o mais pesado. Este natal terá uma cara mais sombria dos últimos anos.

Estreia em 14 de dezembro nos cinemas brasileiros.

Veja o trailer:



Confira também o novo pôster:


segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Especial de Dragon Ball Super foi digno de deixar o espectador na ponta do sofá

O novo Super Saiyajin (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

Valeu a pena esperar duas semanas para ver o episódio especial de Dragon Ball Super. Na realidade foram dois na sequencia que contaram a luta mais aguardada do Torneio. A Toei guardou uma grata surpresa para o público nesta fase tão cheia de altos e baixos do Torneio. Isso justificou a dobradinha.

Jiren se mostrou um rival à altura de Goku. Frio, calculista e não movia um músculo nos primeiros ataques do Saiyajin. É um oponente de um poder terrível, capaz de repelir até mesmo a Genki Dama. Como se suspeitava, Goku se transformou no novo - e assombroso - Super Saiyajin com absorção da Genki Dama. Assim, Goku alcançou um poder que supera até mesmo os deuses. Uma pena que seja temporária. Um gancho para os próximos episódios. O novo poder de Goku durou pouco, mas foi o suficiente para mostrar do que é capaz. Talvez não seja nem a metade do que pode ser. É questão de tempo para se adaptar e dominar esse poder.

O momento da transformação de Goku para esse nível Super Saiyajin foi marcado por uma canção cantada por Akira Kushida. Veterano cantor conhecido por interpretar temas de várias séries tokusatsu, especialmente da franquia Metal Hero (como Gavan, Jaspion, Jiraiya, Jiban etc). Outra coisa legal foi o favor que Vegeta fez em espantar Ribrianne. Ainda não tinha comentado sobre ela que é uma personagem chata e forçada. Ela está longe em querer ser uma deusa adorada com tanto excesso de "poder do amor" pra lá e pra cá.


Esse foi o melhor episódio de Dragon Ball Super e foi digno de deixar o espectador na ponta do sofá e vibrar com emoções a mais de oito mil. Gosto muito da franquia do Akira Toriyama, com todos os defeitos e tal. Fazia tempo que um episódio de Dragon Ball não me empolgava tanto como esse. Tão bom como nos velhos tempos da série Z.

A rivalidade entre Jiren e Goku (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

sábado, 7 de outubro de 2017

Terra Formars - Missão em Marte

O filme chega ao Brasil direto-para-vídeo

Despercebido pelo público brasileiro, Terra Formars - Missão Marte chega ao nosso mercado em DVD via Focus Filmes. O filme estreou no Japão em abril de 2016 e contou com distribuição local da Warner. É baseado no mangá/animê conhecido por suas cenas fortes cenas fortes. Por aqui, a previsão inicial era para o começo deste ano e está à venda desde o final de agosto.

O enredo é basicamente o mesmo da obra original de Yu Sugasa. No distante ano de 2599, os humanos estão em busca de um novo lar e preparam terreno para uma colonização em Marte. Para testar o ambiente, baratas foram enviadas para o experimento há cerca de 500 anos. A experiência foi uma catástrofe e as baratas se tornaram em criaturas humanoides, dotadas de uma terrível força. Sem saber sobre a missão, jovens são enviados para uma missão especial e descobrem que tudo era uma conspiração. Para destruir os Terra Formars, esses jovens astronautas da Bugs-2, que foram criminosos no passado, sofrem mutação de DNA com habilidades especiais baseadas em diferentes tipos de insetos.

Dirigido por Takashi Miike (de Zebraman 2), Terra Formars tem bons efeitos especiais. Não tão perfeitos em algumas ocasiões, exagerados em outras, mas compensados pelas cenas de ação e brutalidade. Quando transformados, os guerreiros são apresentados com seus respectivos nomes científicos de cada espécie, com direito a breves explicações. Um aula básica que pode servir de referência. Alguns trajes são dignos de cosplay e até um ou outro que lembram os integrantes da banda de rock KISS, só que mais feios e transmutados. No começo a impressão que fica é que as coisas andam rápidas demais e a coisa vai tomando um rumo natural com intercalação de flashbacks dos astronautas (mostrando as frustrações de cada um) e a difícil luta pela sobrevivência.

O elenco japonês tem nomes de peso de cinema e TV do Japão: Emi Takei (Kaoru Kamiya da trilogia Samurai X) como a bela Nanao Akita; Kane Kosugi (o Ultraman Powered de Ultraman: The Ultimate Hero e o Ninja Black Jiraiya de Kakuranger) como Deus Lee; o ator e cantor japonês Tomohisa Yamashita (Joe Yabuki do live action de Ashita no Joe) como Jin Muto; Rinko Kikuchi (Mako Mori do primeiro filme de Círculo de Fogo) como Asuka Moriki, entre outros.

A dublagem brasileira é bacana. Escapam algumas vozes chatinhas, mas isso é compensado por veteranos. Destaque para Fábio "Shura de Capricórnio" Moura na narração e para Marcelo "Shurato" Campos como o espalhafatoso vilão Ko Honda, interpretado por Shun Oguri.

Terra Formars - Missão em Marte perde para o live action de Ataque dos Titãs em bizarrice. É mais bem feito, pode cativar fácil algum apreciador de ficção-científica e não tem tanta enrolação como acontece no mangá/animê. Uma pena que esteja tão mal divulgado.

O mangá de Terra Formars é publicado no Brasil pela Editora JBC. Já a série animada está disponível pelo canal de streaming Crunchyroll.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Círculo de Fogo: A Revolta ganha trailer altamente catastrófico

Os Jaegers vem com tudo

Saiu o primeiro trailer de Círculo de Fogo: A Revolta e está simplesmente alucinante. Mais uma grata surpresa do diretor mexicano Guillermo del Toro, que é fã de tokusatsu, especialmente de Ultraman. A produção da Universal estava prevista originalmente para o começo deste ano, porém a produção sofreu atraso.

E estava valendo a pena a espera. Pelo menos é o que a gente pode constatar na prévia. A sequencia vai se passar dez anos depois do primeiro filme, de 2013. Durante esse tempo, o mundo passa por um jejum de ataques dos kaijus. Agora a situação muda com o surgimento de mais uma criatura horrenda que ameaça mais uma vez a paz e a tecnologia dos Jaegers entra mais uma vez em cena. John Boyega é quem vai estrelar, se destacando mais uma vez, já que está em alta devido ao sucesso de Star Wars: O Despertar da Força, onde encarna o herói Finn. Aqui ele será o rebelde Jake Pentescot, abandonou o legado de seu pai, Stacker Pentecost (personagem de Idris Elba), se tornando um criminoso.

Círculo de Fogo: A Revolta estreia 23 de março de 2018 e vem carregado de muita tensão e com a dignidade de genuíno filme-catástrofe. As sequencias vista até agora são espetaculares. Podemos considerar como um "esquenta" para a febre de monstros gigantes com a franquia MonsterVerse, da Legendary.

Veja o trailer:

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Kamen Rider Black surgia há 30 anos como o novo começo da franquia da Toei

O homem mutante

Falar deste clássico apenas por passar na extinta TV Manchete - onde o sucesso foi consagrado no longínquo ano de 1991 - é muito pouco diante do grande trabalho que a Toei teve para criar, ou melhor, recriar todo o conceito da franquia dos motoqueiros mascarados. Kamen Rider Black foi um projeto ousado para os padrões, fugindo totalmente dos velhos clichês, narrativas caricatas, alívios cômicos e até de vilões exagerados que seus antecessores tinham.

Susumu Yoshikawa, produtor responsável por várias séries Metal Hero, esteve à frente da atração, sucedendo Toru Hirayama (falecido em 2013). O primeiro episódio foi praticamente um "remake" da série original de 1971. Como se fosse um novo começo para a mitologia Kamen Rider e reformulando tudo o que conhecíamos até então. Mas essa ideia ficou de lado durante a exibição dominical na TBS, fazendo como que Black seguisse a mesma cronologia, encerrada até então em 1984 com a exibição do especial de Kamen Rider ZX (leia Zêcross). Antes disso, havia o risco de desconsiderar todo o conceito dos Riders anteriores que a Toei desenvolveu em 13 anos.

O visual do Black era mais inovador ainda e lembrava algo como uma armadura insectóide. A ideia veio graças à PLEX, uma empresa subsidiária da Bandai que ajudou a desenvolver o traje do Rider de forma que não parecesse uma fantasia ou algo parecido. A Bandai era quem decidia sobre o material do herói, ao invés do próprio Shotarô Ishinomori. Isso apenas nos anos 80 e ao contrário do que acontecia antes. A cor do traje do então novo Kamen Rider se destacou pelo simples motivo: a cor preta estava em evidência naquela época. Isso foi justificado como "a cor que mais absorve a luz solar".

As mudanças não foram só essas aí, não. A equipe Japan Action Club (atual Japan Action Enterprise), que já atuava nas séries Super Sentai e Metal Hero, entrou para substituir a equipe de dublês Ohno Ken Yuu Kai, que trabalhou nas cenas de ação das primeiras séries Kamen Rider. Outra mudança foi a escalação de Eiji Kawamura, que ficou no lugar de Shunsuke Kikuchi. Ryudo Uzaki compôs parte da trilha sonora do seriado. Em outras palavras, não só o conceito, mas toda a produção foi reconstruída para esse momento que seria o "marco zero" das séries Kamen Rider.

E ao contrário do que muita gente pensa e diz por aí, Ishinomori apenas criou esboços, mas não chegou a fazer grandes trabalhos para o Black da televisão. Enquanto isso, o mangaká trabalhava em sua publicação do herói pela revista Shonen Sunday. Lá o mangaká teve mais liberdade de trabalhar com o personagem e seguia na contramão da imposição dos produtores. Uma das diferenças era o nome da pedra King Stone, que se chamava "A Pedra Filosofal" no mangá. Elemento baseado mais tarde para a TV em 2001 na série Kamen Rider Agito.

Além de carregar referências às séries clássicas, como a do ser humano reconstruído (adaptado na dublagem como "homem mutante"), toda essa mudança foi fundamental para que Kamen Rider Black fosse uma série única, diferente, sombria e com vários momentos de drama e suspense. Esta que é sem dúvida uma das melhores passagens da franquia na TV japonesa.

Kamen Rider Black completa 30 anos de sua estreia pela emissora japonesa TV Asahi neste 4 de outubro. A estreia no Brasil aconteceu em 22 de abril de 1991, junto com Spielvan e Maskman na Sessão Super-Heróis da Rede Manchete.

Henshin!!!

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terça-feira, 3 de outubro de 2017

Registros confirmam Super Giant como predecessor de National Kid no Brasil

Super Giant ou "Super Gigante" no Brasil

No post anterior eu fiz um balanço sobre os lançamentos de National Kid no Brasil. Desde a provável data de estreia (que antecede o período militar) até hoje. Na ocasião, o leitor Quiof, uma das pessoas que me ajudaram na pesquisa (e a quem registro mais um agradecimento), me enviou outro achado.

Em 27 de dezembro de 1958, uma edição da revista Cine Repórter trazia, na página 25, um anúncio de um festival de filmes japoneses realizado em São Paulo pela Meca Cinematográfica e Nippon Filmes do Brasil. Foram 10 títulos ao todo. Curiosamente um deles é tokusatsu. O anúncio menciona o filme Super Gigante o Homem de Aço, estrelado pelo ator Ken Utsui falecido em 2014. Pela descrição, o filme é do Super Giant. O primeiro super-herói cinematográfico do Japão.

Super Giant totalizou 9 filmes lançados originalmente para as telonas entre 1957 e 1959 pela extinto estúdio Shintoho Company. O herói ganhou adaptação americana através dos filmes Atomic Rules of the World, Attack from Space, Evil Brain from Outer Space (os três são de 1964) e Invaders from Space (este último é de 1965). Lembrando que o primeiro herói da cultura pop japonesa é Fantomas, em 1931 e o primeiro da TV japonesa foi Gekko Kamen, em 1958. O "Super-Homem" japonês é conhecido nos EUA como Starman e na França e na Itália como Spaceman.

Não se sabe exatamente qual destes filmes foram exibidos. No mesmo festival houve alguns filmes listados com a participação de Ken Utsui como Vitória Esplêndida e O Rei do Box.

Veja o anúncio:



Confira na íntegra esta edição da revista Cine Repórter aqui. A fonte é do site Hemeroteca Brasileira.

Esse registro aponta a exibição de Super Giant como a primeira produção tokusatsu a vir para o Brasil ainda no final dos anos 50. Antes mesmo de National Kid, a primeira série televisiva de tokusatsu a ser exibida por aqui, a partir de 1964. A exibição de Super Giant foi diretamente voltada para o público paulista que tinha ali um contato com o cinema japonês. Já National Kid foi destinado ao grande público. Por isso sua popularidade e reconhecimento como o primeiro grande herói nipônico na TV brasileira.

Na edição número 7 da revista Neo Tokyo, da Editora Escala, o finado editor e quadrinista nipo-brasileiro Minami Keizi, contou em sua coluna Cultura Nippon que chegou a assistir Super Giant no cinema e confirma o sucesso. Confira na caixinha vermelha da página:



Fica o destaque de mais um curioso momento de um tempo remoto. Um acréscimo para a história do tokusatsu no Brasil.

Leia também:

- Nanairo Kamen quase passou nos anos 60 e seria a série tokusatsu mais antiga no Brasil

sábado, 30 de setembro de 2017

As datas de lançamento de National Kid no Brasil


National Kid é foi o primeiro grande super-herói japonês que invadiu a TV brasileira a partir de 1964. O ano de estreia pode ser confuso para desavisados que acabam confundindo data e informações como emissoras de TV. Nos anos 60, o herói da quarta dimensão ganhou três estreias e em diferentes emissoras. Para ajudar o público a se situar na cronologia, o Blog Daileon preparou uma linha do tempo com datas de estreia e seus respectivos registros da época.

Antes de qualquer coisa, é preciso que se diga que o provável representante das primeiras produções japonesas no Brasil atende por Noriyoshi Yamashita. Ele foi o mesmo responsável pelo licenciamento do animê O Oitavo Homem por aqui. A estreia deste desenho aconteceu na Globo nos anos 60 e tinha exibição em horário nobre. Época em que a emissora carioca preenchia sua grade com enlatados. Hoje em dia isso seria improvável para a programação da Globo (ou se já não era desde a instituição dos horários das novelas das seis e das sete).

Tivemos pelo menos três estreias do clássico na década de 60. Confira a seguir os registros:

No dia 5 de março de 1964, o caderno Ilustrada da Folha de S. Paulo destacava a exibição de National Kid pela TV Record (canal 7) na faixa das 19h. Este provavelmente seja o primeiro contato do Brasil com o tokusatsu. Pelo indício, a série estreou antes do período militar em abril daquele ano.






Em 8 de maio de 1964, a extinta TV Rio (atual RecordTV Rio) estreou o seriado japonês. Com patrocínio da marca de brinquedos Estrela.



E finalmente em 3 de agosto de 1965, a extinta TV Piratini de Porto Alegre, (afiliada da Rede Tupi e atual SBT Rio Grande do Sul) anunciava a estreia do "garoto propaganda da National" no bloco Cinelândia.





Não menos importante, National Kid teve uma sobrevida nos anos 90 com o relançamento da série através da licenciadora Sato Company. O saudoso Emerson Camargo voltou a dublar mais uma vez o herói quase três décadas depois. O dublador era proprietário do estúdio Windstar (o mesmo das séries tokusatsu Winspector e Patrine). Por exigência da Sato Company, a menção da versão brasileira levou o nome de Emerson Camargo, em consideração ao dublador. Inicialmente a previsão de lançamento era para setembro de 1993, mas foi adiada para 7 de outubro e contou com uma festa de lançamento em 23 de setembro. Segundo entrevista do sr. Nelson Sato ao programa E No Próximo Episódio..., o material sofreu atraso por parte da Toei Company. Assista ao vídeo:



O ano de 1993 marcou o 85º da imigração japonesa no Brasil. Infelizmente não foi um sucesso de vendas e as dublagens das sagas dos Seres Abissais e dos Zarrocos do Espaço. A versão para VHS é a mesma que a Toei Video lançou em 1987. Sem o formato episódico e com as sagas sendo distribuídas como "filmes".

Em 25 de março de 1996, a extinta Rede Manchete inaugura o bloco Japa Action entre 19h e 20h. Nele haviam três programas trazidos pela Sato Company.

De segunda à quinta, a série nipo-americana de tokusatsu Superhuman Samurai (adaptação de Gridman) ia ao ar às 19h00. Ultraman era exibido às 19h30. Às sextas, National Kid ocupava a grade. Seguido das reprises de Solbrain (série licenciada pela extinta Tikara Filmes, do sr. Toshihiko Egashira).

Como o material veio da versão estendida da Toei, a Manchete teve que criar um formato episódico para a TV e só foram apresentadas três, contando o início da saga dos Incas Venuzianos. Nunca houve uma continuidade na saudosa emissora dos Bloch, devido a baixa repercussão do público que já estava acostumado com as novidades da época. National Kid ficou no bloco Japa Action até o dia 10 de maio de 1996 (faltando exatamente três anos para a extinção da Manchete). A partir do dia 13 de maio, o Japa Action inaugurou Shurato (também pela Tikara) e ia ao ar de segunda à sexta das 19h às 19h30. Das 19h30 às 20h ia ao ar Superhuman Samurai, de segunda à quinta e Ultraman, às sextas. O Japa Action foi ao ar pela última vez em 31 de maio do mesmo ano (antecedendo a mudança de programação na grade infanto-juvenil noturna com a estreia do animê Samurai Warriors).

Em 2002, a Cinemagia lançou dois discos com a saga dos Incas Venuzianos. Mais tarde, em 2009, A Focus Filmes, embalada pelo sucesso de vendas de Jaspion, Changeman e Jiraiya em DVD, lançou em dezembro daquele ano a primeira box - de um total de duas - de National Kid. Este material contava com a redublagem dos anos 90 e o mesmo formato estendido direto da Toei. A segunda box, lançada em 2010, trazia episódios inéditos em vídeo e com dublagem da DuBrasil. Substituindo Emerson Camargo, entrava Afonso Amajones para dublar Masao Hata/National Kid.

O clássco ganhou sobrevida no extinto canal de streaming Wow! Play entre meados do segundo semestre de 2016 e fevereiro de 2017. Atualmente é apresentado no canal Tokusatsu TV (via YouTube) desde sua inauguração em 10 de fevereiro de 2017.

Agradecimentos ao meu amigo Matheus "Dyna Black" Mossmann e ao leitor Quiof que me ajudaram com os antigos materiais de registro.

Bônus: assista à homenagem ao Emerson Camargo que o canal TokuDoc, do meu amigo Danilo Modolo, apresentou em julho deste ano: